O CEO da Xiaomi, Lei Jun, confirmou oficialmente que o Xiaomi SkyNomad N70 pertence à categoria de utilitários esportivos elétricos de porte médio a grande (mid-to-large SUV). Em publicação divulgada na rede social X, o executivo revelou registros visuais da equipe de engenharia durante testes dinâmicos de rodagem em rodovias, destacando a agilidade e a calibração de resposta rápida do conjunto mecânico, concebido para manter condução ágil mesmo sob uma carroceria de quase cinco metros.
A divulgação reforça o posicionamento da linha apresentada na China, que complementa a apresentação das configurações do N70 e equilibra amplo volume de cabine com dirigibilidade inspirada no sedã esportivo SU7. Como fundador e diretor executivo da fabricante, as declarações de Lei Jun constituem a fonte primária oficial sobre o projeto, sinalizando o avanço da fase de validação prática antes das primeiras entregas comerciais na Ásia.
Arquitetura técnica e dinâmica do Xiaomi SkyNomad N70
Construído sobre a arquitetura proprietária Xiaomi Kunlun, que também serve de base para o SUV híbrido Xiaomi N90 Max, o SkyNomad N70 mede 4.960 mm de comprimento, 1.998 mm de largura e possui distância entre-eixos de 2.950 mm, conforme detalhado no comunicado oficial da Xiaomi. Em termos de engenharia proporcional, o entre-eixos equivale a 59,48% do comprimento total do veículo (cálculo próprio com base nas especificações oficiais), configuração que reduz balanços dianteiro e traseiro para ampliar a estabilidade longitudinal em velocidades de cruzeiro.
Para mitigar a inércia comum a veículos dessa estatura, o chassi adota suspensão dianteira independente com braços duplos triangulares (double-wishbone) e arranjo traseiro integrado do tipo multi-link de cinco braços. Na versão N70 Max, o sistema incorpora molas pneumáticas com cinco níveis de altura e amortecedores de controle variável contínuo (CDC), além de buchas hidráulicas que filtram vibrações estruturais de alta frequência, conforme a ficha técnica no ArenaEV.
Outro elemento central validado nos testes em estrada é o sistema de direção elétrica por cremalheira R-EPS, acompanhado por um raio de giro de 5,67 metros. Isso resulta em um diâmetro de giro de 11,34 metros (cálculo próprio), valor que permite manobras completas de retorno em vias de três faixas sem manobras intermediárias. A desaceleração de 100 km/h até a imobilidade completa foi fixada em 38,25 metros.
O que permanece pendente e impacto para o Brasil
A postagem de Lei Jun na publicação de Lei Jun no X focou estritamente no desempenho dinâmico de rodagem e na confirmação dimensional, sem antecipar novidades sobre prazos de exportação para mercados fora da China. Informações sobre eventuais variantes totalmente a combustão estão descartadas, uma vez que a série utiliza trem de força elétrico com extensor de autonomia (EREV) de 1.5 litro turbo.
Para o mercado brasileiro, não existe qualquer previsão oficial de lançamento ou homologação do modelo pela Xiaomi Brasil. O plano oficial de internacionalização da divisão automotiva da marca prevê o lançamento de carros elétricos na Europa em 2027, sem menção inicial à América Latina. Consumidores interessados no país dependeriam de importação independente, operação sujeita à alíquota progressiva do Imposto de Importação para veículos híbridos e elétricos, além de custos alfandegários e ausência de rede de suporte técnico presencial.