Rival do AirTag da Xiaomi é APROVADO no Brasil e pode chegar a qualquer momento

O tão aguardado rastreador inteligente da Xiaomi, apelidado de “AirTag da Xiaomi”, está oficialmente um passo mais perto do mercado brasileiro. O dispositivo, conhecido internacionalmente como Xiaomi Tag, acaba de receber a homologação necessária da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), sob o número de modelo M2543T1, indicando que a comercialização no país é iminente.
A autorização da Anatel sugere que a Xiaomi pode anunciar o lançamento oficial do produto no Brasil em breve, seguindo os passos de concorrentes diretos como o Apple AirTag e o Samsung Galaxy SmartTag.
Diferencial de Mercado: Compatibilidade Universal
O principal atrativo do Xiaomi Tag, e o que deve colocá-lo em destaque frente aos rivais no Brasil, é a sua promessa de compatibilidade universal. Diferentemente do AirTag da Apple, que é restrito ao ecossistema da Maçã, ou do SmartTag da Samsung, o modelo da Xiaomi foi projetado para funcionar tanto com dispositivos Android quanto com iPhones.
Essa ampla integração é viabilizada pelo uso do protocolo Bluetooth 5.4 e NFC. Na prática, o rastreador pode ser detectado tanto pela rede Find Hub do Google (para usuários Android) quanto pela rede Buscar (Find My) da Apple.
Isso significa que qualquer celular moderno nas proximidades, independente da marca, pode contribuir para localizar o objeto perdido, aumentando a rede de detecção colaborativa.
Especificações Técnicas e Design
O Xiaomi Tag foi lançado globalmente com foco em ser um acessório leve e discreto. O dispositivo possui apenas 7,2 mm de espessura e pesa meros 10 gramas, tornando-o ligeiramente mais leve que o AirTag original.
Seu design é compacto e oval, com acabamento em plástico branco, e conta com a certificação IP67, o que garante resistência contra poeira e imersão temporária em água, ideal para uso em itens do dia a dia.
A alimentação é feita por uma bateria tipo moeda CR2032, que é substituível pelo próprio usuário, com autonomia estimada pela fabricante em até um ano.
Recursos de Busca e Privacidade
Para a localização de proximidade, o Xiaomi Tag utiliza o sinal Bluetooth. O acessório também é equipado com um alto-falante piezoelétrico embutido, permitindo que o usuário emita alertas sonoros para encontrá-lo em ambientes fechados.
Em termos de segurança e privacidade, a Xiaomi afirma que os dados de localização são totalmente criptografados durante a transmissão. Além disso, o sistema inclui alertas contra rastreio indevido e notificações caso o objeto se separe do dono em locais incomuns.
No caso de um objeto perdido, o Modo Perdido permite que o proprietário insira seus dados de contato. Usuários de iPhone podem ler essas informações através da tecnologia NFC, enquanto usuários de Android podem receber um pop-up automático.
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O Que o Xiaomi Tag Não Tem (Ainda)
Um ponto de atenção para os consumidores brasileiros é a ausência da tecnologia Ultra Wideband (UWB) no modelo inicial do Xiaomi Tag.
Enquanto o AirTag mais recente da Apple conta com um chip UWB de segunda geração, que oferece localização de precisão com indicação de direção exata a poucos centímetros, o Xiaomi Tag depende da intensidade do sinal Bluetooth para localização de proximidade.
Entretanto, há especulações e códigos encontrados no sistema HyperOS da Xiaomi que sugerem que uma versão Pro com suporte a UWB pode estar em desenvolvimento, embora a empresa não tenha confirmado oficialmente este plano.
Previsão de Preço no Brasil
Embora a Xiaomi ainda não tenha divulgado um preço oficial ou uma data exata de lançamento no território nacional, é possível fazer uma estimativa baseada nos valores internacionais.
Em mercados europeus, como a França, o Xiaomi Tag foi listado por valores significativamente mais baixos que o AirTag. A unidade única custava cerca de € 18 (aproximadamente R$ 110 na conversão direta da época do lançamento europeu), e o pacote com quatro unidades ficava em torno de € 60 (cerca de R$ 370).
Considerando a competitividade de preço como um trunfo estratégico, a expectativa é que o Xiaomi Tag chegue ao Brasil com um valor mais acessível que seus principais concorrentes, visando atrair usuários de ambas as plataformas móveis.
