Galaxy Usado Vale Ouro: Samsung Explica Valorização Recorde

A linha de smartphones Galaxy da Samsung no Brasil está apresentando uma valorização inédita no mercado de usados, desafiando a percepção tradicional de rápida depreciação de aparelhos Android. Dados recentes divulgados pela Samsung em parceria com a Assurant, parceira do programa de trade-in (troca inteligente), revelam um salto significativo na retenção do valor residual de modelos recentes em comparação com suas gerações anteriores.
Este fenômeno está sendo impulsionado por uma mudança estratégica da fabricante sul-coreana, focada em estender a longevidade tecnológica de seus dispositivos. O principal motor dessa valorização é o suporte de software prolongado, que agora promete até sete anos de atualizações de sistema operacional e segurança para modelos selecionados da linha topo de linha.
Pilares da Valorização no Mercado Secundário
A retenção de valor dos aparelhos Galaxy não é um acaso, mas sim o resultado de uma combinação de fatores estruturais que visam transformar o smartphone de um bem de consumo rápido para um ativo de maior durabilidade. Segundo a Samsung, quatro pilares sustentam essa nova realidade no mercado secundário brasileiro:
- Suporte Prolongado: A garantia de até sete anos de atualizações mantém os dispositivos protegidos contra ameaças de segurança e compatíveis com novos aplicativos por um período muito maior do que o padrão do mercado.
- Engenharia de Durabilidade: O uso de materiais mais resistentes e estruturas aprimoradas, como nas telas, contribui para preservar a integridade física do hardware ao longo do tempo de uso.
- Evolução Contínua via Software: A introdução de recursos avançados, como o Galaxy AI, por meio de atualizações do sistema One UI, garante que aparelhos com dois ou três anos de uso recebam novas funcionalidades de produtividade e comunicação, diminuindo a sensação de obsolescência.
- Confiança no Ciclo de Vida: A percepção de que o investimento se mantém mais estável no longo prazo aumenta a confiança do consumidor tanto na hora da compra quanto na revenda.
Os números apresentados são expressivos. Dados comparativos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026 mostram ganhos relevantes no valor de recompra. Por exemplo, o Galaxy S23 Ultra registrou um ganho de 42% no valor de recompra em comparação com o S22 Ultra no mesmo período do ano anterior. Modelos mais recentes, como o Galaxy S24 e S24 FE, apresentaram uma valorização de recompra 57% superior às suas gerações antecessoras. Até mesmo na linha FE, a diferença positiva pode atingir cerca de 60% em comparações específicas.
O Impacto da Longevidade no Consumidor Brasileiro
A estratégia da Samsung de focar na longevidade está alinhada ao comportamento do consumidor brasileiro. Dados internos indicam que a maioria dos usuários não realiza trocas anuais. Enquanto os chamados early adopters representam uma parcela menor, cerca de 80% dos consumidores que adquirem um novo Galaxy topo de linha já possuíam um aparelho com dois anos ou mais de uso.
Além disso, o programa de trade-in se tornou crucial para a aquisição de novos modelos. Aproximadamente 70% dos compradores de um novo topo de linha utilizam o dispositivo antigo como parte do pagamento, um sistema que funciona de maneira análoga à valorização de carros usados, onde o ativo anterior reduz o custo do novo.
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Competitividade com o Mercado Premium
Rafael Aquino, diretor de Produto da Samsung Brasil, enfatiza que a retenção de valor dos aparelhos Galaxy está aproximando a marca do patamar historicamente dominado pela Apple no mercado secundário. A fabricante busca consolidar a ideia de que seus smartphones são um ativo de longo prazo, sustentado não apenas pelas especificações de lançamento, mas pela qualidade percebida ao longo de todo o ciclo de vida do produto.
José Augusto Codesso, Diretor de Operações da Assurant, reforça que essa tendência no mercado secundário se traduz em maior confiança do comprador, que percebe estar adquirindo um produto que mantém sua experiência de uso e valor como investimento futuro. Essa consolidação da retenção de valor é vista como um pilar fundamental para uma economia circular mais robusta no setor de tecnologia.
Apesar do aumento geral nos preços dos smartphones no Brasil, impulsionado também por custos globais de componentes, a Samsung demonstra que a estratégia de software e durabilidade está conseguindo estancar a desvalorização esperada, tornando o celular Galaxy usado um ativo mais valioso para o consumidor que planeja a próxima aquisição.
