HyperOS 4: Revolução na POCO com Fim do POCO Launcher

A chegada do HyperOS 4 está sendo apontada como um marco de transformação profunda no ecossistema de software da Xiaomi, com implicações significativas e potencialmente revolucionárias para os usuários de smartphones da marca POCO. Fontes indicam que esta nova versão do sistema operacional poderá significar o fim do POCO Launcher, o lançador exclusivo que historicamente diferenciava os aparelhos da POCO, em favor de uma interface unificada e mais eficiente com o sistema padrão da Xiaomi.
Fim do POCO Launcher e Unificação do Sistema
Uma das mudanças mais comentadas associadas ao HyperOS 4 é a unificação da interface de usuário, o que implica o abandono do POCO Launcher. Este lançador, embora característico da marca, frequentemente gerava atrasos na entrega de novas funcionalidades e inconsistências em relação aos dispositivos Xiaomi e Redmi.
A tendência é que o POCO Launcher seja substituído pelo HyperOS System Launcher, que já é uma evolução do antigo MIUI Launcher. Evidências dessa convergência já estão visíveis em versões internas do sistema, onde os ícones e a base de código dos dois lançadores se assemelham consideravelmente. Essa estratégia de “um sistema, uma interface” já é aplicada em outros dispositivos, como o POCO Pad, que opera com a mesma base de software dos modelos principais da Xiaomi.
Benefícios da Convergência
Para os usuários de POCO, a unificação promete trazer melhorias notáveis. A expectativa é de que haja otimizações de desempenho mais consistentes, uma vez que o sistema não precisará mais gerenciar e manter duas arquiteturas de lançadores separadas. A padronização visa eliminar inconsistências visuais e funcionais que, por vezes, afetavam a experiência de uso em gerações anteriores de software.
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A Revolução Técnica: Arquitetura Modular e SOTA
A base para essa revolução não está apenas na interface, mas na própria arquitetura do sistema. O HyperOS 4 deve consolidar a tecnologia SOTA (Super OTA), que já começou a ser introduzida de forma incremental no HyperOS 3.1.
A tecnologia SOTA transforma a arquitetura do software, que deixa de ser um bloco monolítico rígido e passa a ser modular, composto por componentes separados. Isso permite que partes cruciais do sistema e aplicativos nativos sejam atualizados em segundo plano. Na prática, isso significa que os usuários poderão receber atualizações importantes sem a necessidade de reiniciar o dispositivo, garantindo que o ecrã principal e as ferramentas essenciais estejam sempre na versão mais recente com mínima interrupção na usabilidade.
Eliminação do Código Legado da MIUI
O HyperOS 4 representa o passo final da Xiaomi no abandono definitivo do legado da MIUI, que acumulou décadas de código. O HyperOS 3.1 serviu como uma ponte de transição, mantendo compatibilidade com o antigo SDK da MIUI enquanto introduzia o novo SDK nativo do HyperOS.
A versão 4.0 está projetada para remover completamente essa camada de retrocompatibilidade, transformando o sistema em algo verdadeiramente novo e independente. Para sustentar essa reformulação, a Xiaomi está reescrevendo aplicações do sistema, adotando tecnologias modernas como o Flutter, framework do Google, e a linguagem de programação Rust.
Impacto das Novas Tecnologias
A adoção do Flutter e Rust visa criar uma arquitetura mais segura, modular e padronizada, substituindo estruturas antigas baseadas em Java e Kotlin. Essa mudança é fundamental para a ambição da Xiaomi de construir um sistema operacional próprio que se estenda por todo o seu ecossistema de dispositivos (smartphones, carros e casa inteligente), integrando, futuramente, modelos de Inteligência Artificial (IA) proprietários no nível do sistema.
Contexto e Previsão de Lançamento
Embora a Xiaomi não tenha confirmado oficialmente o cronograma, há menções não oficiais que sugerem que o desenvolvimento do HyperOS 4 está avançado, possivelmente pulando uma atualização incremental (como o 3.1 completo) para focar diretamente na versão 4.0. O objetivo é lançar um sistema verdadeiramente independente, eliminando o que é visto como “código espaguete” da era MIUI.
O impacto na POCO é visto como uma revolução porque, embora signifique a perda de uma identidade visual (o POCO Launcher), garante que os dispositivos da marca recebam as otimizações de desempenho e as novas funcionalidades do ecossistema Xiaomi com a mesma rapidez e estabilidade dos modelos topo de linha da marca principal.
