Ram Dakota: Irmã Premium da Fiat Titano Chega para Desafiar a S10

A Ram Dakota acaba de ser lançada oficialmente no Brasil, marcando a entrada da marca norte-americana no concorrido segmento de picapes médias, onde a Chevrolet S10 e a Toyota Hilux são tradicionais rivais. Posicionada como uma opção mais refinada e tecnológica, a Dakota compartilha a plataforma e o conjunto mecânico com a Fiat Titano, mas busca se diferenciar pelo acabamento superior e pelo prestígio da marca Ram, visando atrair clientes que buscam um veículo com status elevado.
Posicionamento Estratégico e Relação com a Fiat Titano
A nova Ram Dakota chega ao mercado nacional importada da Argentina, saindo da mesma linha de montagem da Fiat Titano. Essa relação próxima é um ponto central na sua estratégia: enquanto a Titano se posiciona como uma alternativa mais racional dentro da Fiat, a Dakota assume o papel de veículo premium do projeto, focando em diferenciação visual, sobretudo no interior, e em tecnologia embarcada.
Apesar de compartilharem estrutura e motorização, a Ram Dakota busca se descolar da irmã da Fiat. Ela se posiciona acima da Ram Rampage e abaixo das irmãs maiores, a Ram 1500 e 2500. A marca aposta que o status do emblema Ram será suficiente para justificar um preço mais elevado em comparação direta com a Titano e para roubar participação de mercado dos líderes estabelecidos.
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Versões, Preços e Diferenciais de Acabamento
A estreia da picape no Brasil ocorre em duas configurações: Warlock e Laramie. Os preços promocionais de lançamento, válidos para o lote inicial, foram definidos em R$ 289.990 para a Warlock e R$ 309.990 para a Laramie.
As diferenças entre as versões são concentradas principalmente no visual externo e nos itens de acabamento e tecnologia. A versão Warlock adota uma pegada mais off-road, com molduras escurecidas e rodas de 17 polegadas com pneus de uso misto. Já a topo de linha, Laramie, oferece um pacote mais sofisticado, incluindo, em algumas especificações, uma barra de LED que conecta os faróis e exibe animação luminosa ao destravar o veículo.
Motorização e Desempenho Compartilhados
Sob o capô, a Ram Dakota utiliza o mesmo conjunto mecânico da Fiat Titano e de outros modelos do grupo Stellantis, como a Fiat Toro. Trata-se do motor 2.2L Multijet II turbodiesel.
- Potência: 200 cv
- Torque: 45,9 kgfm (disponível a partir de 1.500 rpm)
- Transmissão: Automática de oito marchas (AT8)
Apesar de alguns veículos rivais utilizarem motores maiores, a marca afirma que a aceleração de 0 a 100 km/h é realizada em cerca de 6,5 segundos, o que a coloca entre as mais ágeis da categoria. A tração é 4×4 automático de série, com acionamento eletrônico do eixo dianteiro conforme a necessidade, além de modos 4×2 e 4×4 com reduzida, complementada por bloqueio mecânico do diferencial traseiro.
Capacidades e Conforto a Bordo
Apesar do foco em refinamento, a Dakota mantém as capacidades esperadas de uma picape média. A capacidade de carga útil é de 1.020 kg, e a capacidade de reboque atinge 3,5 toneladas. O volume da caçamba é de 1.210 litros, e o compartimento de carga vem revestido, com iluminação em LED e capota marítima.
Em termos de dinâmica, avaliações preliminares indicam que a condução é agradável e silenciosa, com um nível de conforto que se aproxima ao de um SUV médio, mesmo com a caçamba vazia. O conjunto mecânico é elogiado pela entrega de torque cedo e pela suavidade das trocas de marcha.
Desafio aos Concorrentes Diretos
A principal missão da Ram Dakota é competir diretamente com a Chevrolet S10, a Toyota Hilux e a Ford Ranger, que dominam o segmento. A estratégia da Stellantis é usar a Dakota como uma opção mais sofisticada para enfrentar as versões de entrada ou intermediárias das líderes.
Enquanto a S10 LTZ 2.8 turbodiesel tem um preço sugerido mais elevado (embora com descontos), a Dakota, mesmo na versão Laramie mais cara (R$ 309.990), busca se posicionar de forma competitiva, oferecendo um pacote de luxo e tecnologia que, segundo a marca, a Titano não possui.
Fabricação e Nacionalização
Apesar de ser uma marca americana, a nova Dakota é produzida na Argentina, na mesma linha da Fiat Titano. O processo de nacionalização do modelo ainda está em curso, com algumas unidades ainda chegando com peças importadas da China, mas a arquitetura e o motor são desenvolvidos para o mercado local.
A chegada da Ram Dakota ao mercado brasileiro com a proposta de ser a “picape média que faltava”, unindo a robustez da arquitetura de chassi sobre longarinas com um alto nível de conforto e tecnologia, coloca pressão sobre as rivais tradicionais, especialmente a S10, que também está em um momento de renovação no segmento.
