Xiaomi Cai na Europa: Marca Perde Espaço e Fica com 16% de Market Share

A Xiaomi registrou uma queda em sua participação no mercado europeu de smartphones, alcançando 16% no quarto trimestre de 2025, de acordo com relatórios recentes de consultorias de mercado como a Counterpoint Research e a 4gnews. Este percentual representa uma redução de 6% em relação ao período anterior, colocando a gigante chinesa em uma posição de desafio frente à intensa concorrência no continente.
Desempenho no Mercado Europeu de Smartphones
O mercado europeu de smartphones demonstrou sinais de recuperação no quarto trimestre de 2025, com um aumento geral de 2% nas remessas em comparação com o mesmo período de 2024, totalizando 37,8 milhões de unidades enviadas. Apesar do crescimento geral do mercado, a Xiaomi enfrentou um trimestre difícil, com suas remessas caindo 6%, resultando na participação de mercado de 16%.
Ranking das Principais Fabricantes
A classificação das cinco maiores marcas no mercado europeu no final de 2025 mostrou mudanças significativas no topo, com a Apple consolidando a liderança. A estrutura do mercado ficou definida da seguinte forma, segundo dados recentes:
- Apple: Assumiu a primeira posição com 33% de participação, registrando um crescimento de 7%, impulsionado pelo sucesso da linha iPhone 17.
- Samsung: Manteve-se na segunda colocação com 29% do mercado, apresentando um crescimento positivo de 4%.
- Xiaomi: Caiu para a terceira posição com 16% de market share, refletindo a queda de 6% em suas vendas no trimestre.
- Honor: Apresentou o maior crescimento percentual do ranking, saltando 18% e alcançando 4% de participação.
- Realme: Fechou o top 5, mas sofreu uma queda acentuada de 21% nas vendas, ficando com 3% do mercado.
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Contexto e Fatores da Queda da Xiaomi
A redução na participação de mercado da Xiaomi na Europa é atribuída a uma combinação de fatores, incluindo a forte pressão competitiva exercida pela Apple, especialmente na Europa Oriental, e vendas consideradas mais fracas para determinados modelos da série T.
Embora a Xiaomi historicamente mantenha uma posição estável, sendo a terceira maior marca na União Europeia por 20 trimestres consecutivos, as dinâmicas recentes indicam um cenário mais desafiador. A empresa chinesa tem sido reconhecida por sua capacidade de gerenciar o portfólio de produtos e manter estratégias de preços adequadas em diversos segmentos, o que historicamente a ajudou a se manter firme mesmo em mercados difíceis.
Em períodos anteriores, como no primeiro trimestre de 2025, a Xiaomi havia demonstrado grande estabilidade, registrando um declínio insignificante de 2% enquanto mantinha 16% de participação, o que já era considerado um testemunho de sua gestão eficaz. No entanto, os dados mais recentes apontam para uma perda de ímpeto mais acentuada no final de 2025.
A Ascensão dos Premium e a Estratégia dos Concorrentes
Um fator que influencia o desempenho da Xiaomi, que historicamente se destaca nos segmentos intermediário e de entrada, é a consolidação do mercado de smartphones de alto padrão na Europa. No quarto trimestre de 2023, smartphones com preço igual ou superior a US$ 800 representaram quase 40% das remessas totais no continente. Embora a Xiaomi tenha sido uma das poucas grandes fabricantes a crescer no Q4 de 2023, impulsionada pela série Redmi focada em faixas de preço intermediárias, a tendência recente favorece diretamente as marcas que dominam o segmento premium, como Apple e Samsung.
A Apple, em particular, capitalizou a demanda por seus modelos de ponta, como o iPhone 17, para assumir a liderança. A Samsung, por sua vez, garantiu a segunda posição com um crescimento sólido, provando a resiliência de suas linhas premium (S-series) e intermediárias (A-series).
Perspectivas para 2026
Analistas de mercado alertam que a Xiaomi precisará ajustar sua estratégia para 2026, visando recuperar o ritmo perdido no mercado europeu. A expectativa é que a empresa intensifique o lançamento de dispositivos altamente competitivos para enfrentar a concorrência acirrada, especialmente com a chegada de novos lançamentos dos rivais e potenciais impactos no custo dos componentes, como os chips de memória, que podem pressionar ainda mais o mercado.
