Lords of the Fallen 2: Estúdio Quer Evitar Ser “Apenas Mais Um Soulslike”

A desenvolvedora de Lords of the Fallen 2, sob a publicação da CI Games, está focada em garantir que a sequência possua uma identidade própria forte, evitando ser percebida meramente como uma cópia dos aclamados títulos da FromSoftware. Em novos detalhes divulgados sobre o desenvolvimento, o estúdio reconhece a forte influência do gênero Soulslike, mas enfatiza a necessidade de inovações que diferenciem o jogo no mercado.
A Busca por Identidade no Gênero Soulslike
Ryan Hill, estrategista criativo do estúdio, deixou claro que a meta principal é respeitar as bases estabelecidas pelo gênero, mas sem permitir que essas convenções limitem a criatividade e a singularidade de Lords of the Fallen 2. A afirmação central é: “É importante que nosso jogo não pareça apenas um jogo da FromSoftware”. Esta declaração sugere um esforço consciente para dialogar com as expectativas dos fãs do gênero, ao mesmo tempo em que se distancia de ser um mero imitador.
Apesar de reconhecer abertamente a comparação com os jogos da FromSoftware, o estúdio Hexworks (que assumiu o projeto em 2020, após trocas de estúdio no histórico da franquia) parece estar abraçando o rótulo, algo que muitos outros desenvolvedores de títulos inspirados em *Dark Souls* tendem a evitar. A intenção é usar a base de fãs já existente, mas oferecer uma experiência que justifique sua existência como uma nova propriedade intelectual dentro do nicho.
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Inovações no Combate: Além da Imitação
Um dos focos centrais para estabelecer essa diferenciação reside no sistema de combate. O diretor James Lowe explicou que, enquanto em muitos jogos do gênero os ataques pesados funcionam apenas como variações mais lentas e potentes do ataque padrão, em Lords of the Fallen 2, cada ação terá uma função tática real.
Micro Decisões e Ferramentas Táticas
A equipe de desenvolvimento está projetando o combate para exigir “micro decisões” constantes do jogador, forçando escolhas imediatas entre velocidade, risco envolvido, controle de área e a capacidade de interromper as ações do inimigo. Um exemplo prático dessa filosofia é o uso dos ataques pesados, que, conforme mostrado em *gameplay*, serão capazes de quebrar a postura de inimigos que utilizam escudos, criando aberturas cruciais para contra-ataques.
O objetivo é permitir que o jogador carregue esses ataques para imbuí-los de poder, oferecendo decisões rápidas em momentos de alta tensão. Além disso, os desenvolvedores buscam um equilíbrio delicado entre a fluidez desejada e o “peso” clássico inerente aos jogos *soulslike*, garantindo que cada golpe executado tenha uma sensação de compromisso e impacto, fugindo da sensação de flutuação que foi criticada no título anterior de 2023.
Maior Liberdade de Experimentação
Outro ponto destacado que visa afastar o jogo da fórmula rígida de alguns concorrentes é a liberdade na construção de personagens (*build diversity*). O diretor James Lowe mencionou que, em títulos da FromSoftware, após encontrar uma *build* funcional, muitos jogadores tendem a mantê-la durante toda a experiência. Em contraste, Lords of the Fallen 2 está sendo projetado para incentivar uma experimentação mais frequente.
A ideia é que o jogador se sinta confiante para testar novas combinações, como o uso de armas duplas, ou mudar completamente a abordagem de combate para superar um desafio específico, sem que a penalidade por mudar de *build* seja excessivamente árdua. Essa abordagem visa aumentar o fator rejogabilidade e a criatividade na solução de problemas, mantendo a essência desafiadora do gênero.
Contexto do Desenvolvimento e Lançamento
A sequência de Lords of the Fallen, que reiniciou a franquia em 2023, está sendo desenvolvida sob a batuta do estúdio Hexworks, que é composto por veteranos da indústria e conta com investimento significativo da Epic Games, garantindo a exclusividade temporária na Epic Games Store para a versão de PC.
O jogo está programado para ser lançado em 2026 para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, embora uma data específica ainda não tenha sido confirmada. O estúdio também está investindo em valores de produção superiores, com um estilo artístico e narrativo que visa ser mais comercial e acessível a uma audiência mais ampla, sem perder a temática *dark fantasy* e a brutalidade esperada.
A promessa geral é de um jogo mais rápido, fluido e agressivo que o antecessor, incluindo novas execuções gráficas e maior mobilidade para o personagem principal, o Portador da Lâmpada.
