Ibama capacita servidores em IA e geotecnologias para recuperação ambiental

Ibama capacita servidores em IA e geotecnologias para recuperação ambiental
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou um curso de capacitação para servidores focado na aplicação de Inteligência Artificial (IA) e geotecnologias nos processos de recuperação ambiental e restauração florestal. A iniciativa, que ocorreu entre os dias 14 e 19 de dezembro do ano passado, teve como objetivo aprimorar a capacidade técnica dos profissionais para o planejamento e monitoramento de áreas degradadas no país.
A capacitação foi uma colaboração entre o Ibama, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), da Universidade de São Paulo (USP). O curso reuniu servidores que atuam diretamente com o tema de recuperação ambiental, buscando integrar o uso de ferramentas avançadas de geotecnologia e IA nas rotinas de trabalho do órgão.
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Aplicações da IA e Geotecnologias na Gestão Ambiental
O treinamento abordou a aplicação integrada de geotecnologias e IA no planejamento, execução e monitoramento da restauração florestal. Durante as atividades, os participantes exploraram como recursos tecnológicos podem ser utilizados para analisar grandes volumes de dados espaciais. Entre as ferramentas destacadas, estão:
- Imagens de satélite: Utilizadas para monitorar a recomposição da vegetação ao longo do tempo em grandes extensões territoriais.
- Drones: Empregados para avaliações mais detalhadas e precisas de áreas específicas de recuperação.
- Sistemas de Informações Geográficas (SIG): Ferramentas essenciais para a análise espacial e a identificação de áreas prioritárias para restauração.
- Modelos de IA: Aplicados para processar e interpretar dados, permitindo a identificação de padrões de degradação e a avaliação da efetividade das ações implementadas.
De acordo com especialistas envolvidos na capacitação, o uso dessas ferramentas proporciona uma melhor leitura do território e oferece maior suporte técnico para a tomada de decisões. A integração da IA permite automatizar processos complexos de análise, aumentando a eficiência e a precisão das ações de fiscalização e recuperação ambiental do Ibama.
Contexto Estratégico e Inovação no Ibama
A iniciativa de capacitação em IA e geotecnologias reflete um movimento estratégico mais amplo do Ibama em direção à transformação digital e à modernização de seus processos. O instituto tem investido na criação de plataformas e ferramentas que utilizam tecnologia para otimizar a gestão ambiental.
Um exemplo notável é o Sistema de Acompanhamento da Recuperação Ambiental em Áreas Degradadas (Recooperar), lançado pelo Ibama no final de 2024. A plataforma Recooperar registra os acompanhamentos de recuperação ambiental em áreas degradadas, incluindo aquelas embargadas por desmatamento ou incidentes ambientais. A ferramenta utiliza dados geográficos e administrativos para monitorar o progresso da restauração e garantir o cumprimento das obrigações legais de reparação de danos.
A capacitação dos servidores em IA e geotecnologias está diretamente alinhada com o uso de plataformas como o Recooperar, permitindo que os profissionais extraiam o máximo potencial dessas ferramentas. A digitalização dos processos de recuperação ambiental é vista como crucial para que o Brasil atinja suas metas de restauração florestal e enfrente os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Fortalecimento da Cooperação Institucional
A realização do curso também reforça a importância da cooperação entre instituições de ensino e órgãos ambientais. A parceria com a ESALQ/USP e a participação de docentes de outras instituições, como a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), demonstram o esforço em integrar o conhecimento acadêmico e as inovações tecnológicas diretamente nas políticas públicas ambientais.
Essa colaboração é fundamental para que o Ibama possa se manter atualizado com o que há de mais recente em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, garantindo que as ferramentas de IA e geotecnologias sejam aplicadas de forma eficaz e alinhada às necessidades específicas da gestão ambiental brasileira.
