IA no Mercado: Quem Souber Usar Tecnologia Vai se Destacar, Diz Especialista

A Inteligência Artificial (IA) está redefinindo o panorama profissional, e a chave para o sucesso no mercado de trabalho futuro não é temer a tecnologia, mas sim dominar seu uso. Essa é a visão de Michelle Schneider, especialista em futuro do trabalho e autora, que enfatiza que o profissional que souber utilizar as ferramentas de IA de forma inteligente será aquele que se destacará. Segundo ela, o maior risco não reside na substituição pelo robô, mas sim em ser superado por um colega que aplica a IA de maneira mais eficaz.
O Papel da Inteligência Artificial na Transformação Profissional
Michelle Schneider, que possui experiência em empresas como TikTok, Google e LinkedIn, dedica-se agora a estudar as profundas mudanças trazidas pela IA e pelas novas dinâmicas de trabalho. Em suas análises, ela aponta que a transformação é acelerada, com ferramentas como ChatGPT e outras plataformas de automação já integradas à rotina corporativa, impactando desde a criação de conteúdo até a análise de dados.
A especialista demonstra uma visão equilibrada, descrevendo-se como otimista e pessimista em relação ao cenário. Por um lado, a IA representa uma oportunidade imensa para acelerar a resolução de problemas complexos em áreas vitais como saúde e segurança. Por outro, ela reconhece que essa transição será desafiadora para muitos, alertando que a maioria das pessoas ainda não tem plena consciência da magnitude das mudanças em curso.
A Diferença entre Tarefa, Emprego e Trabalho
Para entender melhor o impacto, Schneider propõe uma camada adicional de análise além dos conceitos tradicionais de emprego e trabalho: a tarefa. A discussão se volta para quais tarefas específicas serão automatizadas ou redefinidas pela tecnologia. A ideia é que, embora alguns postos de trabalho possam ser substituídos – estudos do Fórum Econômico Mundial apontam para a substituição de 85 milhões de empregos em prol de 97 milhões de novas funções surgindo –, o foco deve ser a adaptação das atividades.
Profissões que dependem de tarefas repetitivas, por exemplo, estão mais suscetíveis à eliminação pela adoção de softwares. No entanto, a colaboração entre humanos e IA será a norma em diversos setores, exigindo um novo nível de letramento tecnológico.
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Habilidades Essenciais para Prosperar na Era da IA
Diante deste cenário de rápida evolução, Michelle Schneider destaca que o profissional do futuro deve focar no desenvolvimento de competências que a tecnologia ainda não consegue replicar com eficácia. A combinação do melhor da tecnologia com as capacidades humanas únicas é vista como o caminho para gerar impacto significativo.
Baseando-se em estudos, como os do Fórum Econômico Mundial, a especialista elenca habilidades cruciais para quem deseja se manter relevante e se beneficiar das oportunidades geradas pela IA:
- Mente Inovadora: Envolve curiosidade, criatividade e a disposição para o aprendizado contínuo. A velocidade da mudança exige que métodos antigos sejam abandonados rapidamente em favor do novo.
- Letramento Tecnológico: A capacidade não só de utilizar a tecnologia, mas de avaliá-la criticamente, entendendo suas implicações.
- Habilidades Comportamentais (Soft Skills): A inteligência emocional, o pensamento crítico e a capacidade de adaptação são fundamentais, reforçando o papel humano nas relações interpessoais.
Schneider também ressalta que a capacidade de aprender coisas novas o tempo todo se tornou uma das habilidades mais valiosas, visto que especializações em uma única área podem se tornar obsoletas se automatizadas.
O Futuro do Trabalho: Projetos, Skills e Inclusão
A especialista projeta que o mercado de trabalho caminha para um modelo mais focado em projetos e habilidades (skills), e menos na tradicional carga horária fixa. Essa mudança implica em repensar a estrutura organizacional e a forma como o trabalho é valorizado.
Além das questões de competência técnica e comportamental, Michelle Schneider também aborda o lado social da revolução tecnológica. Ela planeja discutir o futuro do trabalho e seu impacto nas comunidades, incluindo as favelas, um debate que conta com a participação da ONG Gerando Falcões.
Para quem busca se preparar, o primeiro passo prático sugerido pela autora é o exercício de autoavaliação: cada profissional deve analisar suas tarefas atuais e identificar como a IA pode impactar seu papel, agindo proativamente para se posicionar no lado otimista dessa transformação.
