CEO da Disney: IA é ferramenta, jamais substituirá a criatividade humana

O novo CEO da Walt Disney Company, Josh D’Amaro, reafirmou categoricamente que a Inteligência Artificial (IA) será uma ferramenta de apoio, mas jamais substituirá a criatividade humana que sustenta o legado da gigante do entretenimento.
A declaração foi feita durante uma entrevista ao The Hollywood Reporter, logo após sua nomeação oficial para suceder Bob Iger. D’Amaro enfatizou que o fator humano é o que torna a Disney uma entidade única e especial no cenário global.
A Visão do Novo Líder sobre Tecnologia e Criação
Josh D’Amaro, que assume o comando após uma transição, deixou claro que sua gestão irá abraçar a tecnologia, mas com limites bem definidos em relação ao processo criativo central da empresa. Ele destacou que a IA já é uma realidade nos estúdios e que os criativos já a estão utilizando de maneiras que impulsionam seus trabalhos de forma incrível.
O executivo argumenta que o sucesso da Walt Disney Company reside exatamente no ponto de convergência entre a tecnologia avançada e o talento de pessoas brilhantes. Segundo D’Amaro, a união da IA com os mais de 70 anos de história e conhecimento acumulado do estúdio é o que permite à companhia prosperar no cenário atual.
A Escolha de D’Amaro e a Perspectiva Tecnológica
O CEO interino, Bob Iger, que conduziu a transição, endossou a visão de seu sucessor. Iger mencionou que um dos principais motivos para a escolha de D’Amaro foi justamente a sua postura em relação à tecnologia. Iger observou que D’Amaro sempre enxergou a tecnologia como uma oportunidade e não como uma ameaça iminente ao modelo de negócios ou à força de trabalho.
Iger fez um paralelo histórico, afirmando que, ao longo da história da humanidade, nenhum avanço tecnológico pôde ser impedido, tornando essencial que as empresas aprendam a se adaptar e a integrar essas inovações de maneira construtiva.
- Posicionamento Central: A criatividade humana é considerada insubstituível por D’Amaro.
- IA como Aliada: A tecnologia está sendo utilizada para potencializar os processos criativos existentes.
- Contexto Histórico: A Disney prospera quando a tecnologia encontra o talento humano.
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IA Já é Realidade nos Estúdios Disney
Apesar da defesa da insubstituibilidade da criatividade humana, o novo CEO confirmou que a IA já está sendo ativamente implementada no fluxo de trabalho da Disney. Essa adoção não é vista como um risco para a qualidade final da programação, mas sim como um meio de aprimorar a produção, especialmente em um ambiente de mercado que exige cada vez mais conteúdo.
Essa abordagem estratégica também se alinha com investimentos recentes da Disney em inteligência artificial, como o acordo de parceria com a OpenAI, que visa explorar a geração de vídeos curtos com personagens licenciados, como Mickey Mouse e figuras de Star Wars, para plataformas como o Disney+.
O Peso da Sucessão e o Legado
A ascensão de Josh D’Amaro, que era o chefe da divisão de Experiências da empresa, foi definida após um processo de seleção interno conduzido pelo conselho. Quatro nomes foram considerados na disputa final, incluindo Dana Walden e Alan Bergman (co-presidentes da Disney Entertainment) e Jimmy Pitaro (presidente da ESPN).
D’Amaro reconheceu o peso da responsabilidade ao assumir a liderança de uma companhia centenária, dona de marcas icônicas e com uma operação global que abrange parques temáticos, resorts e cruzeiros. Ele afirmou sentir o peso do cargo, mas se mostrou entusiasmado em conduzir a marca pelos próximos 100 anos.
A manutenção do foco na criatividade humana, mesmo com a adoção de ferramentas poderosas como a IA, sinaliza a intenção da nova gestão de proteger o núcleo emocional e narrativo que estabeleceu a Disney como uma potência cultural, utilizando a tecnologia como um acelerador, e não como um substituto para a imaginação.
