Tag Investimentos aposta em sinergia IA-energia como tema de investimento para 2026

O Crescimento da IA e a Demanda por Energia
A Tag Investimentos, uma das principais gestoras de recursos do mercado brasileiro, identificou a combinação entre inteligência artificial (IA) e energia como um dos principais temas de investimento para 2026. A tese central da gestora se baseia na premissa de que o crescimento exponencial da IA está intrinsecamente ligado à capacidade de fornecimento de energia, criando oportunidades de investimento significativas em infraestrutura e geração.
O foco de investimento da Tag Investimentos não está diretamente nas empresas de software ou nos grandes modelos de linguagem (LLMs) que dominam o noticiário, mas sim na infraestrutura que possibilita o funcionamento dessas tecnologias. A gestora adota uma abordagem de “picks and shovels” (picaretas e pás), investindo nos fornecedores essenciais para a corrida do ouro da IA.
Segundo a análise da Tag Investimentos, a demanda por energia para alimentar os data centers de IA está crescendo a taxas sem precedentes. A complexidade dos modelos de IA e a necessidade de processamento massivo de dados exigem uma quantidade de eletricidade muito superior à dos data centers tradicionais. Essa demanda crescente cria um gargalo no setor de energia, que precisa se adaptar rapidamente para suportar o avanço tecnológico.
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A Tese de Investimento: Infraestrutura e Sustentabilidade
Para a Tag Investimentos, o cenário atual apresenta uma oportunidade dupla. Primeiramente, as empresas de energia que conseguirem expandir sua capacidade de geração de forma eficiente e sustentável estarão posicionadas para atender à demanda dos gigantes da tecnologia. Em segundo lugar, o foco em sustentabilidade (ESG) é crucial, pois as grandes empresas de tecnologia, pressionadas por metas ambientais, buscam fontes de energia limpa para seus data centers.
A gestora destaca que a necessidade de energia para IA não é apenas uma questão de volume, mas também de confiabilidade e localização. Os data centers precisam de fontes de energia estáveis e de alta capacidade, o que impulsiona investimentos em infraestrutura de transmissão e distribuição, além de soluções de armazenamento de energia. A Tag Investimentos projeta que empresas que oferecem soluções inovadoras nesse campo, como sistemas de resfriamento eficientes para servidores de IA, também se beneficiarão da tendência.
O Cenário de 2026 e a Relevância para o Brasil
A escolha de 2026 como horizonte de investimento reflete a expectativa de que o impacto da IA na demanda energética atingirá um ponto de inflexão nesse período. A gestora prevê que a infraestrutura de energia se tornará um fator limitante para o crescimento da IA, tornando os investimentos nesse setor ainda mais valiosos.
No contexto brasileiro, a Tag Investimentos considera que o país tem um papel estratégico devido à sua matriz energética diversificada, com forte presença de fontes renováveis. Isso posiciona o Brasil como um local potencialmente atraente para a instalação de data centers de IA, que buscam energia limpa e de baixo custo. A gestora pode estar avaliando empresas brasileiras de energia com planos de expansão de capacidade e foco em energias renováveis para atender a essa demanda.
Implicações para o Mercado
A tese da Tag Investimentos reflete uma tendência mais ampla observada por analistas de mercado. O setor de tecnologia, que tradicionalmente se concentrava em software, agora está direcionando capital para a infraestrutura física. A convergência entre IA e energia é vista como um catalisador para a inovação no setor elétrico, impulsionando o desenvolvimento de novas tecnologias de geração, armazenamento e eficiência energética.
A gestora sugere que os investidores devem olhar além das empresas de tecnologia mais óbvias e considerar as companhias que fornecem os recursos essenciais para o funcionamento da IA. A combinação de IA e energia representa uma oportunidade de longo prazo, com potencial de crescimento significativo à medida que a inteligência artificial se torna cada vez mais integrada à economia global.
