Vale Inaugura Usina com IA em Itabira e Revoluciona Mineração Nacional

A Vale inaugurou, em 10 de junho de 2026, sua primeira usina de alta tecnologia com Inteligência Artificial (IA) em Itabira, Minas Gerais. A unidade, batizada de Usina Modelo e resultado da modernização da planta Conceição 2, marca um novo capítulo na mineração brasileira, prometendo redefinir padrões de eficiência, segurança e sustentabilidade no setor.
O projeto, que recebeu um investimento de R$ 200 milhões, levou um ano e meio para ser implementado e já demonstra resultados expressivos. A produtividade da unidade aumentou em 25%, elevando sua capacidade anual de 9 milhões de toneladas de minério de ferro em 2024 para 11,2 milhões de toneladas em 2026.
A Revolução da Usina Modelo Conceição 2
Localizada em Itabira, cidade que é o berço da Vale e onde a empresa foi fundada há 84 anos, a Usina Modelo Conceição 2 representa a vanguarda da mineração 4.0. A modernização integrou processos de beneficiamento de minério de ferro de ponta a ponta com o uso intensivo de IA e automação avançada.
A tecnologia implementada inclui mais de 100 câmeras de monitoramento em todo o complexo industrial, a automação de aproximadamente 7.300 instrumentos — como dispositivos de medição avançados e sensores — e a utilização de inteligência de dados para controlar, gerenciar e otimizar mais de 400 variáveis em todas as etapas do processo de tratamento do minério. Segundo Carlos Medeiros, vice-presidente de Operações da Vale, a usina atingiu um novo nível de maturidade digital, com 100% das decisões operacionais críticas sendo suportadas por sistemas especialistas.
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Ganhos em Produtividade e Qualidade
Os benefícios da Usina Modelo vão além do aumento da capacidade produtiva. A aplicação de tecnologia de análise online do teor de minério durante o beneficiamento permite ajustes imediatos no processo. Essa capacidade de correção instantânea da rota de tratamento mineral assegura o melhor aproveitamento do ferro contido no material e, consequentemente, reduz a geração de rejeitos.
Em 2026, o teor médio de ferro contido nos rejeitos foi reduzido em 26%, um dado que representa tanto um ganho econômico quanto ambiental ao diminuir o volume de material descartado. Além disso, a participação do pellet feed de redução direta, um produto estratégico para a descarbonização da siderurgia global, aumentou em 40% na usina, posicionando a Vale em um mercado de alto valor agregado e crescente demanda.
Segurança e Sustentabilidade Reforçadas
Um dos pilares centrais do projeto é a melhoria da segurança dos funcionários no ambiente operacional. A Usina Modelo Conceição 2 minimiza a exposição humana a atividades perigosas através da redução de intervenções manuais na planta industrial. A implementação de novas tecnologias inclui soluções de operação remota, como braços robóticos e a automação de equipamentos elétricos e mecânicos, permitindo que a planta seja controlada a partir de salas de controle.
No aspecto da sustentabilidade, a usina alcançou um patamar notável na gestão hídrica, com 92% da água utilizada sendo recirculada. Após a filtragem do minério e dos rejeitos, a água retorna para o ciclo operacional, demonstrando um compromisso com a redução do consumo intensivo de recursos naturais.
Parcerias Estratégicas e o Fator Humano
A implantação da Usina Modelo contou com a aliança estratégica da ABB, que atuou como integradora tecnológica, garantindo a interoperabilidade entre sistemas e fornecedores. Essa abordagem de ecossistema de parceiros otimiza os investimentos existentes e acelera os resultados.
Apesar da automação, o fator humano permanece crucial. O programa incluiu 2.800 horas de treinamento para capacitar a equipe, garantindo que os profissionais estejam aptos a operar e gerenciar as novas tecnologias, criando um ambiente mais seguro, previsível e eficiente com pessoas altamente qualificadas.
Desdobramentos e o Futuro da Mineração
A Usina Modelo Conceição 2 em Itabira funcionará como um laboratório vivo e uma referência para a expansão desse modelo para outras operações da Vale no Brasil e no mundo. A expectativa é que, até o fim de 2026, a mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, também esteja operando com o novo modelo, seguida por Vargem Grande, em Nova Lima.
Essa iniciativa se alinha à estratégia da Vale para a “mineração do futuro”, baseada em operações mais conectadas e sustentáveis, com tecnologia e inovação como alavancas para segurança, eficiência e geração de valor. A integração da IA nos processos industriais posiciona a Vale na vanguarda das plantas de processamento de minério de ferro mais modernas e inovadoras do mundo, redefinindo os padrões de competitividade e sustentabilidade para as próximas décadas.
