Itaú 4T25: Lucro de R$ 12,3 bi confirma solidez e ROE explode!

O Itaú Unibanco (ITUB4) divulgou seu balanço referente ao quarto trimestre de 2025 (4T25) e, como antecipado pelo mercado, o resultado foi marcado pela solidez e pela ausência de grandes sustos, confirmando a máxima de que, para o banco, nenhuma novidade negativa é a melhor notícia. O lucro líquido recorrente gerencial atingiu R$ 12,3 bilhões no trimestre, representando um crescimento de 13,2% em comparação com o mesmo período de 2024. Este desempenho veio em linha com as expectativas dos analistas, que previam um resultado forte.
Destaques de Rentabilidade e Desempenho Anual
O grande destaque do balanço do 4T25 foi o retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) gerencial, que saltou para 24,4% nos três últimos meses do ano, superando os 22,1% registrados no 4T24. Este patamar de rentabilidade não era visto desde o segundo trimestre de 2015, quando o ROE foi de 24,8%.
No consolidado do ano de 2025, o Itaú registrou um lucro recorrente gerencial de R$ 46,8 bilhões, o que representa uma alta de 14,1% em relação a 2024, consolidando o resultado como um dos mais fortes da história de um banco brasileiro. O ROE anualizado de 2025 fechou em 23,4%, um avanço de 1,3 ponto percentual sobre o ano anterior.
Em suas operações no Brasil, o ROE foi ainda mais expressivo, alcançando 26% no trimestre, acima dos 23,4% registrados um ano antes.
Veja também:
Crescimento da Carteira de Crédito e Margens
A expansão da carteira de crédito foi um dos pilares que sustentaram o resultado positivo. Em 2025, a carteira de crédito total cresceu 6% (ou 6,3% na comparação trimestral), totalizando R$ 1,49 bilhão. Esse crescimento suportou a expansão da margem financeira com clientes, que avançou 12,1% no período. O bom desempenho da margem também foi atribuído ao maior volume de passivos e à melhor remuneração do capital de giro próprio do banco.
Análise dos Analistas e Comparação com Pares
A performance do Itaú foi amplamente elogiada pelo mercado, que a classificou como sólida e previsível, destacando o controle de risco e a eficiência operacional. Analistas do JP Morgan notaram que a estratégia para Pequenas e Médias Empresas (PMEs) parece estar no caminho certo e que os ganhos de eficiência continuam visíveis.
Um ponto crucial de diferenciação em relação aos pares, como Santander e Bradesco, foi a qualidade dos ativos. O índice de Non-Performing Loans (NPL) acima de 90 dias do Itaú subiu apenas 10 pontos-base, para 1,8% ou 1,9% (dependendo da fonte de consolidação), mantendo-se sob controle, em contraste com a deterioração observada em outros grandes bancos. O índice de eficiência (cost to income) também mostrou melhora.
A Margem Financeira Líquida (NII) totalizou R$ 31,5 bilhões, com crescimento de 7,3% na comparação anual, embora o NII de Mercado tenha vindo ligeiramente mais fraco, atuando como um contraponto à receita.
Guidance e Perspectivas para 2026
O banco também apresentou suas projeções para 2026, que indicam uma continuidade de crescimento, embora com uma visão mais moderada, refletindo o estágio maduro do ciclo de rentabilidade. Para 2026, o Itaú espera:
- Crescimento da carteira de crédito total entre 5,5% e 9,5%.
- Custo de crédito projetado entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões.
- Expansão da margem financeira com clientes entre 5% e 9%.
Analistas da XP Investimentos, por exemplo, revisaram o preço-alvo para 2026E para R$ 51,0/ação, mantendo a recomendação de Compra, pois veem o banco bem posicionado para continuar entregando ROEs acima dos pares.
Repercussão no Mercado
A reação inicial do mercado financeiro ao balanço foi positiva. As ações do Itaú (ITUB4) registraram alta no pregão seguinte à divulgação, com investidores valorizando a previsibilidade e a qualidade dos resultados apresentados, que contrastam com os desafios enfrentados por concorrentes no mesmo período. O CEO do banco, Milton Maluhy Filho, reforçou a mensagem de consistência, disciplina de risco e solidez, indicando preparo para crescer com responsabilidade em 2026.
