Lucro do Santander Dispara no 4T25 e Bate R$ 4,1 Bilhões!

O Santander Brasil (SANB11) encerrou o quarto trimestre de 2025 (4T25) com um desempenho financeiro robusto, registrando um lucro líquido gerencial de R$ 4,086 bilhões. Este resultado não apenas superou as expectativas do mercado, mas também representou o maior lucro trimestral do banco nos últimos quatro anos. O valor consolidou um fechamento de ano positivo para a instituição no cenário financeiro nacional.
Análise Detalhada do Lucro e Desempenho do 4T25
O lucro líquido gerencial de R$ 4,086 bilhões no 4T25 marcou um crescimento significativo de 6% em comparação com o mesmo período de 2024 (4T24). Além disso, houve uma alta de 1,9% em relação ao terceiro trimestre de 2025 (3T25). O resultado superou a média das projeções de analistas compiladas pela LSEG, que indicavam um lucro de R$ 4,033 bilhões. O lucro contábil, por sua vez, atingiu R$ 4,023 bilhões no trimestre, representando um aumento de 2% sobre o 3T25 e de 7,4% na comparação anual.
O Retorno Sobre Patrimônio Líquido anualizado (ROAE) do Santander no trimestre foi de 17,6%, um indicador que se manteve estável na base trimestral e registrou uma leve retração de 0,1 ponto percentual na base anual. Este número está praticamente em linha com as estimativas do mercado, que apontavam para 17,5%.
Impactos na Receita e Custos Operacionais
Apesar do lucro expressivo, a receita total do Santander no 4T25 somou R$ 21,086 bilhões, o que representou uma redução de 1,9% em relação ao 4T24, mas uma elevação de 1,6% na comparação trimestral. Um dos fatores que influenciaram o balanço foi a margem financeira bruta, que recuou 4% na base anual, totalizando R$ 15,332 bilhões no trimestre. Essa queda foi atribuída à sensibilidade negativa ao aumento da taxa de juros, mas foi parcialmente compensada pelo incremento da margem de clientes, impulsionada por volume, mix e disciplina de preço, o que contribuiu para o aumento do spread.
Em contrapartida, o banco demonstrou controle nas despesas operacionais. As despesas gerais totalizaram R$ 6,633 bilhões no trimestre, o que significou uma redução de 2% na base anual, embora tenha havido um aumento de 3,3% em relação ao segundo trimestre. O CEO, Mario Leão, destacou a atuação com prudência e disciplina na gestão, focada em eficiência operacional e na transformação constante, como pilares para o resultado.
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Saúde da Carteira de Crédito e Crescimento
A carteira de crédito ampliada do Santander encerrou dezembro de 2025 em R$ 708 bilhões, indicando um crescimento de 3,7% na comparação anual e de 3,7% na base trimestral. O crescimento foi mantido com disciplina na alocação de capital, priorizando ativos de maior rentabilidade e qualidade.
Houve destaque para o avanço em segmentos específicos da carteira de crédito:
- Cartão de crédito: crescimento de +13,4%.
- Financiamento ao consumo: crescimento de +13,0%.
- Imobiliário: crescimento de +9,6%.
- PMEs (Pequenas e Médias Empresas): crescimento de +13,0%.
Apesar dos números positivos de crescimento, a qualidade de crédito permaneceu no radar dos analistas. O indicador de inadimplência (NPL acima de 90 dias) se manteve estável, mas o contexto macroeconômico ainda pressiona a qualidade de crédito, conforme apontado pelo CEO.
Contexto e Perspectivas
O resultado do 4T25 foi anunciado em um momento de especulações renovadas no mercado sobre uma possível Oferta Pública de Aquisição (OPA) do Santander Brasil. O desempenho positivo, sendo o maior lucro trimestral em quatro anos, é visto como um suporte à tese de reestruturação do banco.
No acumulado do ano de 2025, o Santander Brasil registrou um lucro total de R$ 15,6 bilhões, o que representa um crescimento de 12,6% em relação ao ano anterior.
O banco também reportou que sua base de clientes ultrapassou a marca de 73 milhões, com o crescimento sendo impulsionado principalmente pelos segmentos de pessoa física e pelo avanço no uso de canais digitais. As estratégias adotadas focaram no controle de custos, gestão ativa da carteira de crédito e ampliação de serviços financeiros, mesmo em um cenário de juros elevados e forte concorrência no setor bancário.
