Polícia Faz Busca no X; Elon Musk é Intimado a Depor

A rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, foi alvo de uma operação policial em seu escritório em Paris, na França, em uma investigação criminal ampliada. Simultaneamente, as autoridades francesas convocaram o proprietário da plataforma, Elon Musk, para prestar depoimento, conforme noticiado em 3 de fevereiro de 2026.
Detalhes da Operação Policial e Escopo da Investigação
A ação policial envolveu mandados de busca e apreensão executados por promotores franceses, em cooperação com unidades de cibercrime e a Europol. A investigação, que se arrasta há cerca de um ano, teve seu escopo ampliado para apurar suspeitas graves relacionadas ao funcionamento da plataforma e, notadamente, à sua ferramenta de inteligência artificial, o Grok.
O Ministério Público de Paris confirmou a operação, declarando que a condução visa assegurar que o X cumpra a lei francesa enquanto opera em território nacional, adotando uma “abordagem construtiva”.
Crimes Sob Apuração
A Justiça francesa investiga a eventual prática de diversos crimes pela plataforma. Entre as alegações mais sérias estão:
- Cumplicidade na posse e distribuição organizada de imagens de abuso sexual infantil.
- Difamação, especificamente no caso de deepfakes de teor sexual explícito envolvendo pessoas reais.
- A utilização da IA Grok para gerar ou disseminar conteúdo ilegal, incluindo a alegação de que a ferramenta teria criado imagens falsas de pessoas em situações sexuais.
- Negação do Holocausto, um conteúdo que também foi associado à ferramenta de IA da plataforma.
- Extração fraudulenta de dados por grupo organizado e falsificação da operação.
A União Europeia e o Reino Unido também estariam investigando o X e o Grok por motivos semelhantes, indicando uma escalada na tensão regulatória entre órgãos fiscalizadores e as gigantes da tecnologia.
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Convocação de Elon Musk e Linda Yaccarino
Além das buscas físicas, as autoridades francesas intimaram o bilionário Elon Musk e a ex-CEO da empresa, Linda Yaccarino, a prestarem depoimentos. A data marcada para as oitivas, solicitadas como “voluntárias”, é 20 de abril.
A convocação de Musk e Yaccarino, que não residem na França, levanta questões sobre como a promotoria pretende garantir a presença dos executivos.
É relevante notar que, em julho anterior, Musk já havia acusado as autoridades francesas de terem aberto a investigação por razões políticas.
Contexto Regulatório e Tensão com Gigantes da Tecnologia
A ação na França se insere em um contexto europeu mais amplo de esforços crescentes para conter a circulação de conteúdos considerados ilegais em plataformas digitais. A investigação foca na suposta ausência de controle nos algoritmos da mídia social, que facilitaria a disseminação de material ilícito.
A situação reflete um momento de maior escrutínio regulatório sobre as plataformas digitais, especialmente aquelas que utilizam inteligência artificial generativa, como o Grok, para a criação de conteúdo.
Embora a notícia inicial do R7 tenha focado na operação e no depoimento de Musk, é importante diferenciar este evento de outras controvérsias envolvendo o empresário, como os rumores sobre uma suposta ação da Polícia Federal brasileira em sua residência, os quais foram desmentidos anteriormente.
Até o momento da apuração, Elon Musk não havia se pronunciado publicamente sobre a operação recente em Paris e a convocação para o depoimento de abril.
