Ram Dakota Chega ao Brasil para Desafiar Hilux e Ranger; Saiba os Preços

A Ram Dakota está oficialmente de volta ao mercado brasileiro, marcando a estreia da marca no concorrido segmento de picapes médias, dominado historicamente por nomes como Toyota Hilux, Ford Ranger e Chevrolet S10. O retorno da picape, que teve uma breve passagem pelo país sob a bandeira Dodge entre 1998 e 2001, é uma jogada estratégica da Stellantis para capturar uma fatia do mercado mais lucrativo do setor automotivo nacional.
A nova Ram Dakota chega importada da Argentina, onde é fabricada na mesma unidade de Córdoba que produz a Fiat Titano, compartilhando com ela a plataforma. O lançamento, que ocorreu após uma apresentação no Salão do Automóvel de 2025, visa posicionar a picape com uma proposta de maior sofisticação e tecnologia, buscando um equilíbrio entre uso urbano/familiar e a robustez esperada para a categoria.
Posicionamento e Concorrência no Mercado
O segmento de picapes médias correspondeu a cerca de 6% dos emplacamentos do país, totalizando 153 mil veículos em 2025, um volume significativo que justifica a entrada da Ram. A Toyota Hilux liderou o ranking em 2025, seguida pela Ford Ranger e pela Chevrolet S10. A Ram, que historicamente focava em picapes grandes (como Rampage, 1500, 2500 e 3500), agora mira especificamente o espaço intermediário, onde a concorrência é acirrada.
A estratégia da Stellantis parece ser oferecer um produto com um nível de acabamento e tecnologia superior ao de alguns rivais diretos, com preços competitivos para o segmento. Especialistas apontam que, embora as líderes tenham vantagem em reputação e histórico, há espaço para alternativas que entreguem um bom custo-benefício com foco em conforto e conectividade, itens cada vez mais valorizados pelo consumidor moderno.
Motorização e Desempenho
Sob o capô, a Ram Dakota utiliza o motor 2.2L Turbodiesel, já conhecido no mercado por equipar a Fiat Titano. Este propulsor entrega 200 cv de potência e um torque robusto de 45,9 kgfm (ou 450 Nm, dependendo da fonte). A transmissão associada é uma automática de oito ou nove marchas, dependendo da especificação, e o sistema de tração é 4×4, com opção de reduzida.
As capacidades de trabalho também estão alinhadas com as expectativas do segmento. A picape oferece uma capacidade de reboque de 3.500 kg e uma capacidade de carga útil de aproximadamente 1.020 kg. Além disso, a Dakota se destaca por contar com freios a disco nas quatro rodas, um diferencial de segurança em comparação com modelos que ainda utilizam freios a tambor no eixo traseiro.
Tecnologia e Acabamento
A nova Ram Dakota busca se diferenciar pelo seu pacote tecnológico embarcado, que é um ponto de atenção para a marca. Ambas as versões de lançamento oferecem um quadro de instrumentos digital e colorido de 7 polegadas, posicionado lado a lado com uma central multimídia de 12,3 polegadas. Esta central multimídia é compatível com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, e inclui navegação embarcada e páginas específicas de informações off-road.
O conforto interno é reforçado pelo ar-condicionado digital de duas zonas e pelo uso de materiais mais sofisticados, como couro legítimo, que buscam reforçar o apelo premium da marca Ram.
Veja também:
Versões de Lançamento e Preços
A Ram Dakota estreou no mercado brasileiro em março, sendo oferecida inicialmente em duas configurações distintas, cada uma com um foco estético: Warlock e Laramie.
- Warlock: Visual mais agressivo e escurecido, com acabamentos em preto, rodas de 17 polegadas com pneus de uso misto e itens como Rambar e Santo Antônio exclusivos da Ram.
- Laramie: Segue a tradição da marca Ram com a inclusão de cromados e um foco maior em sofisticação.
O preço de entrada da nova Ram Dakota é um fator chave para sua competitividade. A versão de acesso, a Warlock, tem preço sugerido a partir de R$ 289.990,00. Este valor é projetado para ser mais atraente do que os praticados por algumas versões de topo ou intermediárias dos principais rivais, como a S10 LTZ (sugerida em R$ 324.790,00) e a Triton HPE-S (R$ 319.900,00, conforme dados anteriores).
Contexto Histórico e Futuro
O nome Dakota não é novo para o público brasileiro. A picape foi produzida nacionalmente pela Dodge, então parte da Chrysler, entre 1998 e 2001, na fábrica de Campo Largo (PR). Naquela época, ela competia em um segmento superior, chegando a oferecer motorização V8. O ciclo de vendas foi encerrado devido a uma conjuntura macroeconômica desfavorável, especificamente a crise cambial de 1999.
O retorno da marca Ram ao segmento de picapes médias, agora com a Dakota, sinaliza um momento de maturação do mercado, onde a linha entre o uso puramente de trabalho e o uso de lazer/familiar está cada vez mais tênue. A expectativa é que a chegada da Dakota force uma renovação tecnológica e de preços entre os concorrentes estabelecidos, elevando o nível de exigência geral do consumidor da categoria.
A pré-reserva do modelo já está disponível, e os consumidores aguardam as primeiras entregas para confirmar se a combinação de herança emocional, base mecânica compartilhada e um pacote de acabamento premium será suficiente para desbancar as gigantes já consolidadas no Brasil.
