STJ Alerta: Golpe do Falso Atendimento Judicial Via WhatsApp

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) emitiu um alerta urgente à população sobre a proliferação de um novo e sofisticado golpe que utiliza o aplicativo de mensagens WhatsApp para enganar cidadãos. Criminosos estão se passando por representantes da corte para entrar em contato com as vítimas, com o objetivo final de obter vantagens financeiras indevidas.
A fraude se baseia em simular um atendimento judicial, fazendo com que as vítimas acreditem estar lidando com um canal oficial do STJ. Os estelionatários frequentemente utilizam perfis falsos que exibem fotos e logotipos associados à instituição, aumentando a credibilidade da abordagem e explorando a confiança do público em comunicações judiciais.
Como Funciona a Tática dos Golpistas
A estratégia dos golpistas visa criar um senso de urgência ou necessidade de regularização de alguma pendência processual inexistente. Ao se apresentarem como representantes do STJ, os criminosos tentam persuadir as vítimas a realizar pagamentos ou fornecer dados sensíveis.
É fundamental ressaltar que o STJ não realiza contato telefônico para complementar informações processuais, nem mantém um canal de atendimento judicial oficial por meio do WhatsApp. Qualquer contato que envolva solicitação de pagamentos relacionados a processos em trâmite é, invariavelmente, uma tentativa de fraude. Da mesma forma, o tribunal não solicita senhas ou dados pessoais sigilosos durante os atendimentos.
Diferenciação de Canais Oficiais
Para garantir a segurança dos jurisdicionados, o STJ mantém canais de comunicação estritamente definidos. O principal meio para advogados e partes buscarem informações sobre processos é o Balcão Virtual, que opera exclusivamente por meio da plataforma Zoom, mediante solicitação formal prévia do interessado.
Para esclarecimentos gerais e informações processuais, o STJ disponibiliza números de telefone fixos, como o (61) 3319-8000 para informações gerais e o (61) 3319-8410 para questões processuais. O tribunal enfatiza que não utiliza números de celular, prefixos ou DDDs incomuns para contatar partes ou seus procuradores.
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Alerta de Outros Golpes Similares no Âmbito Judicial
Este golpe se insere em uma onda maior de fraudes que exploram a autoridade do Poder Judiciário. Em algumas variações reportadas, os estelionatários chegam a utilizar logotipos de outras instituições, como a Receita Federal, ou até mesmo informações reais das vítimas, como nome e CPF, para dar maior verossimilhança à fraude.
Em casos correlatos, criminosos se passam por Oficiais de Justiça e, visando pressionar a vítima, ameaçam com consequências severas, como o bloqueio de contas bancárias ou a restrição de benefícios sociais.
Embora alguns Tribunais de Justiça estaduais (como o TJSE) regulamentem o uso do WhatsApp para intimações oficiais, as mensagens legítimas seguem um protocolo rigoroso que difere drasticamente das abordagens fraudulentas. Um padrão oficial geralmente inclui:
- Identificação completa do servidor e matrícula funcional.
- Encaminhamento de foto do crachá com QR Code para validação.
- Menção expressa à portaria que autoriza a comunicação.
- Envio do mandado judicial oficial.
- Solicitação de confirmação escrita de recebimento.
- Ausência total de links para pagamento ou regularização.
Orientações Essenciais para a Prevenção
Diante do alerta do STJ, a recomendação principal é que o público mantenha a máxima cautela ao receber qualquer comunicação não solicitada, especialmente se ela vier de um número de celular ou exigir ação imediata envolvendo dinheiro.
Para evitar cair neste golpe do falso atendimento judicial pelo WhatsApp, os cidadãos devem seguir as seguintes diretrizes:
- Nunca clique em links recebidos em mensagens não solicitadas que aleguem ser do STJ ou de qualquer órgão judicial.
- Desconfie de qualquer pedido de dinheiro, pagamento de multas ou taxas judiciais via aplicativos de mensagem ou telefone. O STJ não solicita fundos dessa maneira.
- Jamais forneça senhas, códigos de segurança ou dados bancários.
- Em caso de dúvida sobre a autenticidade de uma comunicação, confirme a informação diretamente pelos canais oficiais do tribunal, como o Balcão Virtual ou os telefones fixos divulgados.
O STJ reforça a importância de verificar sempre a origem das mensagens e priorizar os canais formais de comunicação judicial. A vigilância constante é a melhor ferramenta de defesa contra essas fraudes digitais que buscam explorar a confiança na Justiça brasileira.
