BTG Revela Melhores FIIs de Fev: Potencial de Dividendo de Até 19,5%

O Banco BTG Pactual divulgou sua carteira recomendada de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) para o mês de fevereiro, trazendo ajustes estratégicos com o objetivo de capturar as melhores oportunidades do mercado, equilibrando potencial de valorização das cotas com a estabilidade dos rendimentos. A análise dos especialistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira destacou ativos com potencial de dividend yield de até 19,5%, segundo reportagem do Money Times.
A atualização da carteira recomendada de FIIs do BTG, divulgada no primeiro dia útil de fevereiro, é um evento mensal aguardado pelo mercado, visando selecionar as melhores oportunidades após um profundo processo de avaliação da qualidade dos ativos. O portfólio atualizado passou a contar com um total de 15 fundos, mantendo uma liquidez média diária ponderada de R$ 9 milhões, buscando equilibrar estratégias complementares e diversificação setorial e regional.
Ajustes Estratégicos na Carteira de Fevereiro
O rebalanceamento promovido pelo BTG Pactual em fevereiro teve um caráter majoritariamente estratégico, segundo os analistas, visando realizar parte dos ganhos acumulados em certas posições e, simultaneamente, reforçar a exposição em ativos considerados com maior potencial de valorização e estabilidade nos rendimentos para os próximos meses.
Saídas e Entradas de Fundos
Entre as principais movimentações, os analistas optaram por encerrar as posições em BTHF11 e HGRU11. O encerramento dessas posições ocorreu após ambos os fundos terem superado o desempenho do índice de referência IFIX durante o período em que estiveram alocados na carteira, registrando alphas de 26,9% e 5,2%, respectivamente.
Em contrapartida, o BTG aumentou a exposição em diversos fundos, com ênfase em ativos de papel indexados ao IPCA (inflação) e fundos de tijolo que demonstram melhora operacional consistente. Os aumentos de alocação foram direcionados a:
- MCCI11 (+1,5%);
- PVBI11 (+1,5%);
- BRCR11 (+1%);
- KNCR11 (+0,5%);
- KNIP11 (+0,5%).
A redução na alocação em RBRR11, em 1,5%, foi classificada como tática e está diretamente ligada ao aumento da participação em MCCI11, com o foco específico de elevar o carrego de curto prazo do portfólio.
Destaque para Lajes Corporativas
O relatório do BTG também ressaltou o aumento da exposição ao segmento de lajes corporativas, por meio dos reforços em BRCR11 e PVBI11. Este movimento se alinha a uma visão mais ampla do mercado, onde o segmento de escritórios de alto padrão em São Paulo demonstrou forte consolidação em 2025, com recordes de absorção líquida.
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Análise do Cenário Macroeconômico e Perspectivas para FIIs
A estratégia de alocação do BTG para fevereiro é influenciada pelo cenário macroeconômico, que, apesar de precificar o início do ciclo de corte da taxa Selic em breve, ainda mantém os juros reais em patamares elevados.
Os analistas apontam que o nível ainda alto dos juros reais continua a favorecer os FIIs de papel, especialmente aqueles com exposição a estruturas indexadas ao IPCA. No entanto, há uma expectativa de que os fundos de recebíveis comecem um processo gradual de redução de dividendos ao longo de 2026, em decorrência da esperada queda da Selic e da inflação mais controlada.
Apesar da projeção de queda nos proventos futuros dos FIIs de papel, o relatório enfatiza que o nível de rendimento ainda deve se manter bastante competitivo, oferecendo a vantagem adicional de menor volatilidade em comparação a outros ativos.
Para os fundos de tijolo, a visão do BTG é que os preços das cotas já passaram por um ajuste relevante, particularmente nos fundos com maior patrimônio e liquidez. Contudo, a análise setorial indica que diversos segmentos ainda negociam abaixo do valor patrimonial, o que sugere espaço para apreciação ao longo do ciclo.
Diante deste cenário, o BTG sinaliza que pretende aumentar gradualmente a exposição a fundos de tijolo em 2026, evitando movimentos bruscos. A gestão foca na qualidade dos ativos e na localização, mas reconhece que o calendário eleitoral pode gerar janelas pontuais de estresse no mercado, o que pode criar oportunidades de entrada a preços mais atrativos.
Destaques da Seleção e Qualidade dos Ativos
A seleção de ativos pelo BTG é guiada pela busca por alta qualidade e resiliência na entrega de resultados e geração de caixa. Para a carteira de fevereiro, os analistas destacaram dois ativos específicos que, segundo a casa, são de alta qualidade e negociam com um desconto relevante em relação ao valor patrimonial. Essa característica os alinha tanto à estratégia de valorização de capital quanto à de crescimento dos rendimentos ao longo de 2026.
O processo de seleção dos ativos é realizado pelo time de estrategistas do Research do BTG Pactual, em conjunto com a equipe de analistas, com o objetivo de capturar as melhores oportunidades do mercado de FIIs, sem se prender estritamente a índices de referência ou liquidez. A atualização mensal busca equilibrar o portfólio com fundos que possuam estratégias complementares.
Em resumo, a carteira de fevereiro do BTG Pactual reflete uma postura cautelosa, mas otimista, reforçando posições em ativos de papel que oferecem bom carrego imediato, enquanto aumenta seletivamente a exposição a fundos de tijolo, como os de lajes corporativas, que devem se beneficiar da melhora operacional e da futura queda da taxa básica de juros. Os investidores devem observar os ativos destacados por negociarem com desconto, o que pode indicar um bom ponto de entrada para ganhos de capital e rendimentos consistentes.
