Emily Blunt Recusa IA em ‘Disclosure Day’ de Spielberg por ‘Terror’ à Tecnologia

A renomada atriz Emily Blunt recusou o uso de inteligência artificial (IA) para uma cena crucial em ‘Disclosure Day’, o novo filme de ficção científica dirigido por Steven Spielberg. Blunt, que estrela o longa, justificou sua decisão afirmando estar “apavorada” com a tecnologia e optou por criar os sons de sua personagem de forma orgânica.
O filme, que tem estreia marcada para 11 de junho nos cinemas brasileiros e 12 de junho nos Estados Unidos, apresenta Emily Blunt como Margaret Fairchild, uma meteorologista de Kansas City que, após um encontro com vida não humana, começa a emitir sons bizarros e não-humanos durante uma transmissão ao vivo.
A Recusa da IA para uma Cena Chave
Durante uma participação recente no popular programa ‘Hot Ones’, Emily Blunt detalhou a cena em questão, que dura aproximadamente quatro minutos e mostra sua personagem em uma gradual “desintegração” vocal. A atriz explicou que havia a possibilidade de utilizar IA para gerar os efeitos sonoros necessários, mas ela optou por um método mais tradicional.
“Havia diversas maneiras de fazer isso. Poderíamos ir pela rota da IA, que me aterroriza. Eu pensei que poderia fazer alguns sons reais e muitos estranhos”, declarou Blunt. Ela revelou ter gravado uma variedade de ruídos, incluindo estalos, zumbidos, sons consonantais e respirações incomuns. Esses sons foram posteriormente trabalhados pelo designer de som do filme para criar o efeito final de uma linguagem alienígena.
Veja também:
O Posicionamento de Emily Blunt sobre a Inteligência Artificial
A rejeição de Emily Blunt ao uso de IA em ‘Disclosure Day’ não é um fato isolado. A atriz tem sido vocal sobre suas preocupações em relação ao avanço da inteligência artificial na indústria do entretenimento. Em ocasiões anteriores, ela expressou seu desconforto com o impacto da IA no trabalho artístico e na conexão humana.
Blunt já havia se manifestado publicamente contra o uso de IA, especialmente após o surgimento da “atriz” gerada por inteligência artificial Tilly Norwood em 2025. Na época, ela criticou agências por “tirarem a conexão humana das telas”, pedindo que parassem de produzir conteúdo dessa forma. Para a atriz, a essência das performances significativas reside na origem de experiências humanas reais, e não em algoritmos.
Contexto da Indústria e ‘Disclosure Day’
A postura de Blunt em ‘Disclosure Day’ vai na contramão de uma tendência crescente em Hollywood, onde muitos estúdios estão explorando e cedendo espaço à inteligência artificial. Empresas como a Amazon MGM Studios, por exemplo, confirmaram recentemente a criação de um Fundo de Criadores focado em obras que utilizam a tecnologia.
O debate sobre a divulgação do uso de IA se intensificou ao longo de 2026, com profissionais criativos e atores, incluindo Blunt, defendendo a necessidade de padrões claros de transparência quando ferramentas de IA são empregadas em produções, seja em roteiros, atuações, efeitos visuais ou materiais de marketing.
‘Disclosure Day’ marca o retorno de Steven Spielberg à ficção científica, com um roteiro coescrito por David Koepp. O filme explora a premissa de um mundo onde a humanidade descobre, de forma irrefutável, que não está sozinha no universo. Além de Emily Blunt, o elenco conta com nomes como Josh O’Connor, Colin Firth, Eve Hewson e Colman Domingo.
Desdobramentos e Repercussão
A decisão de Emily Blunt gerou discussões online, com muitos fãs apoiando sua preocupação e a necessidade de salvaguardas mais fortes contra o uso excessivo de IA no cinema. As primeiras reações de jornalistas e críticos que assistiram às sessões antecipadas de ‘Disclosure Day’ foram majoritariamente positivas, com muitos descrevendo o filme como um dos melhores trabalhos recentes de Spielberg.
