Verde Asset Aposta Forte na Continuidade do ‘Boom’ da IA em 2026

A Verde Asset Management, uma das mais renomadas gestoras de recursos do Brasil, mantém uma aposta robusta na continuidade do ‘boom’ da Inteligência Artificial (IA) em 2026, consolidando a tecnologia como o principal motor do mercado acionário global. A gestora, sob a liderança de Luis Stuhlberger, tem direcionado investimentos significativos para empresas que estão na vanguarda do desenvolvimento e infraestrutura da IA, apesar de preocupações com valuations elevados e potenciais riscos inflacionários.
Estratégia de Investimento Focada em IA
A Verde Asset tem ajustado sua carteira para capitalizar sobre a dinâmica dominante da IA, reduzindo posições em setores cíclicos da economia global e aumentando a exposição em tecnologia. Em suas cartas de gestão, a equipe da Verde destaca que a explosão da demanda por capacidade computacional e de memória, impulsionada pelo crescimento exponencial do consumo de tokens por ferramentas de IA, é um fator crucial que redefine o cenário de investimentos.
Luiz Parreiras, gestor da estratégia multimercado e previdência da Verde Asset, ressaltou que mais da metade do índice S&P 500 está diretamente ligada a investimentos em IA, transformando o índice em um ‘trade de inteligência artificial’ e não mais um ‘trade macro’.
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Apostas Chave em Tecnologia
FTAI Aviation (FTAI)
Em um dos movimentos mais notáveis, a Verde Asset revelou que a FTAI Aviation (FTAI) foi o destaque positivo de sua carteira em dezembro de 2025, representando uma de suas maiores apostas no segmento de IA. A FTAI surpreendeu o mercado com o lançamento da plataforma FTAI Power, que converte motores CFM56 em turbinas para geração de energia, especificamente para atender à demanda crescente de data centers de IA. Cada unidade terá 25 megawatts (MW), com produção prevista para este ano e um plano de escalar para mais de 100 unidades anuais, totalizando 2,5 gigawatts (GW) de capacidade.
Nvidia e Hyperscalers
A gestora também tem mantido e, em alguns momentos, aumentado suas posições em gigantes da tecnologia. A Nvidia, líder em chips para processadores de IA, foi explicitamente mencionada em março de 2024 como um dos motivos para a Verde aumentar suas apostas no setor, após resultados acima do esperado e um ‘guidance robusto’. A Verde, assim como outros analistas de mercado, enxerga empresas como Nvidia e TSMC como favoritas na atual fase seletiva de investimentos em IA, focando nos ‘fornecedores da corrida’ tecnológica.
Além disso, a gestora observa com atenção o desempenho dos ‘hyperscalers’ e empresas de semicondutores, que se beneficiam diretamente da crescente necessidade de infraestrutura para suportar o avanço da IA.
Contexto de Mercado e Riscos
O cenário de 2026 para a IA no mercado financeiro é de transformação acelerada. Empresas do setor financeiro estão entre as mais avançadas na adoção de IA, buscando crescimento de receita, aumento de margens e otimização de fluxos de trabalho. Segundo o Gartner, 59% dos líderes financeiros já utilizam IA em suas operações, com uma tendência de ampliação desses investimentos.
Apesar do otimismo, a Verde Asset reconhece que o tema da inteligência artificial tem gerado cautela entre investidores devido a preocupações com valuations elevados e a possibilidade de uma bolha. No entanto, a gestora mantém a tecnologia como a principal exposição do fundo. Outro risco apontado por investidores em 2026 é a inflação impulsionada pelos investimentos em IA, que pode levar os bancos centrais a encerrarem ciclos de corte de taxas ou até mesmo a aumentá-las.
Desdobramentos Recentes e Perspectivas
Em abril de 2026, o fundo Verde FIC FIM apresentou uma alta de 2,71%, superando o CDI, com resultados positivos tanto no exterior quanto no mercado local. A gestora destaca o ‘excepcionalismo americano’ como um tema recorrente, impulsionado pelas revisões positivas de lucro das empresas americanas, especialmente as ligadas a semicondutores e hyperscalers.
No Brasil, a Verde Asset tem mantido o olhar atento para oportunidades, aproveitando movimentos de baixa para aumentar posições em empresas com forte entrega operacional e assimetrias positivas. A gestora enfatiza a importância de uma alocação estratégica e da comunicação transparente com os investidores para navegar em um ambiente de incertezas globais.
