Meta demite 8 mil e realoca 7 mil para focar em IA

A Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, iniciou nesta quarta-feira (20 de maio de 2026) uma significativa reestruturação global, com a demissão de aproximadamente 8.000 funcionários e a realocação de cerca de 7.000 colaboradores para novas equipes focadas em Inteligência Artificial (IA). A medida faz parte de uma estratégia agressiva da companhia para priorizar investimentos e desenvolvimento em IA, buscando maior eficiência operacional e competitividade no cenário tecnológico.
Reestruturação e Foco em Inteligência Artificial
As demissões representam cerca de 10% da força de trabalho global da Meta, que encerrou 2025 com aproximadamente 78.800 funcionários. Além dos cortes, a empresa também cancelou a abertura de 6.000 novas vagas que estavam planejadas. A realocação dos 7.000 funcionários visa fortalecer as iniciativas de IA da Meta, com a criação de quatro novas organizações dedicadas ao desenvolvimento de ferramentas e aplicativos de inteligência artificial.
Segundo memorandos internos, a diretora de Recursos Humanos da Meta, Janelle Gale, informou que as novas organizações operarão com “estruturas de design nativas de IA”, caracterizadas por menos gerentes e equipes mais ágeis. Essa abordagem busca otimizar a produtividade e tornar o trabalho mais gratificante para os colaboradores envolvidos.
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Investimento Bilionário em IA
A reestruturação acompanha um aumento expressivo nos gastos da Meta com infraestrutura de IA. A companhia planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026, quase o dobro do ano anterior, com a maior parte desses recursos destinada à expansão de sua infraestrutura de IA, incluindo chips, servidores e centros de dados. Mark Zuckerberg, CEO da Meta, tem enfatizado a importância da IA como a “tecnologia mais importante de nossas vidas” e busca posicionar a empresa na vanguarda dessa corrida tecnológica.
Os investimentos visam desenvolver uma “superinteligência pessoal” e sistemas capazes de competir com os modelos mais avançados do mercado, como os da OpenAI e Google. Em fevereiro, a Meta já havia anunciado um acordo bilionário com a AMD para a compra de milhões de chips focados no desenvolvimento de sistemas de IA.
Impacto nos Funcionários e Perspectivas Futuras
As demissões foram comunicadas aos funcionários globalmente, começando pela Ásia e se estendendo para outras regiões, como Estados Unidos e Europa. Em um memorando, Zuckerberg expressou gratidão aos trabalhadores desligados e reconheceu a complexidade do momento, mas reafirmou que a empresa não espera mais “demissões em toda a companhia” neste ano. No entanto, essa declaração deixa aberta a possibilidade de cortes específicos em determinadas equipes.
Relatos indicam que a moral dos funcionários foi impactada por essa sequência de reestruturações e cortes nos últimos 18 meses. Alguns funcionários realocados para as equipes de IA expressaram incerteza sobre suas novas funções, mas viram a mudança como uma oportunidade em meio aos cortes.
A Meta não é a única gigante de tecnologia a realizar cortes e reestruturações com foco em IA. Empresas como Cisco, Microsoft, Block e Coinbase também anunciaram movimentos semelhantes, refletindo uma tendência de otimização e direcionamento de recursos para a inteligência artificial no setor.
