Vazamento do Tensor G6: Pixel 11 terá CPU inédita, mas GPU levanta dúvidas

Um vazamento recente detalha o chipset Tensor G6, que equipará a próxima linha de smartphones Google Pixel 11, prometendo uma arquitetura de CPU sem precedentes para um salto significativo de desempenho. No entanto, a escolha da Unidade de Processamento Gráfico (GPU) no chip está gerando discussões e levantando preocupações entre especialistas e entusiastas de tecnologia.
As informações, divulgadas inicialmente pelo leaker Mystic Leaks em seu canal no Telegram e amplamente repercutidas por diversas publicações especializadas, indicam uma reformulação substancial na configuração da CPU do Tensor G6. A série Google Pixel 11, que inclui os modelos Pixel 11, Pixel 11 Pro e Pixel 11 Pro XL (com codinomes internos Cubs, Grizzly e Kodiak, respectivamente), é aguardada para lançamento em agosto de 2026.
Arquitetura de CPU Inovadora: Mais Poder para o Pixel 11
O ponto alto do vazamento é a revelação de uma nova e poderosa arquitetura de CPU de sete núcleos, baseada na mais recente ARMv9.3-A. Esta configuração representa uma mudança notável em relação aos designs anteriores da linha Tensor e sugere que o Google está focado em entregar um poder de processamento bruto superior.
A estrutura de núcleos do Tensor G6 é detalhada da seguinte forma:
- 1 núcleo ARM C1-Ultra Prime com clock de 4,11 GHz, atuando como o núcleo principal de altíssimo desempenho.
- 4 núcleos ARM C1-Pro Performance com clock de 3,38 GHz, otimizados para tarefas que exigem alta performance.
- 2 núcleos ARM C1-Pro Performance com clock de 2,65 GHz, focados em eficiência e suporte a cargas de trabalho menos intensivas.
Essa configuração 1+4+2 difere da configuração 1+5+2 do Tensor G5, indicando uma priorização no desempenho dos núcleos de performance. A expectativa é que essa nova organização traga uma melhoria substancial em tarefas que demandam maior capacidade de processamento, como multitarefas complexas, carregamento de aplicativos e a responsividade geral do sistema.
Os núcleos ARM C1-Ultra e C1-Pro são considerados mais potentes e eficientes do que os núcleos da série A que substituem, utilizados em gerações anteriores do Tensor. Isso pode significar que o Pixel 11 oferecerá uma experiência de usuário significativamente mais fluida e rápida em comparação com seus antecessores.
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A Controvérsia da GPU: Um Componente Datado?
Enquanto a CPU do Tensor G6 gera entusiasmo, a escolha da GPU tem sido motivo de preocupação. O vazamento aponta para a utilização de uma PowerVR C-Series CXTP-48-1536 GPU. O problema reside no fato de que este modelo de GPU é considerado datado, tendo sido lançado originalmente em 2021.
Analistas e publicações especializadas expressam surpresa e desapontamento, pois a GPU do Tensor G5 (PowerVR DXT-48-1536) já foi apontada como um gargalo para o desempenho gráfico da linha Pixel 10, especialmente em jogos. A inclusão de uma GPU que é, em essência, cinco anos antiga, levanta sérias questões sobre a capacidade do Pixel 11 de competir no segmento de smartphones flagship em termos de performance gráfica e de jogos.
Embora haja especulações de que o Google possa implementar uma variante atualizada ou realizar um overclock na GPU, a base do design permanece antiga, sugerindo que o foco da empresa não está em transformar o Pixel 11 em um “potência de jogos”. Alguns relatórios indicam que o Google pode estar priorizando um design de chip menor e ganhos de eficiência, além de reservar espaço na matriz para maiores atualizações de CPU e NPU (Unidade de Processamento Neural), visando aprimorar as capacidades de inteligência artificial.
Processo de Fabricação e Outras Melhorias
Além das especificações da CPU e GPU, o Tensor G6 é esperado para ser fabricado em um processo avançado de 2nm, embora algumas fontes também mencionem a possibilidade de 3nm N3P. Essa transição para um nó de processo menor é crucial, pois permite maior densidade de transistores, resultando em maior velocidade, melhor eficiência energética e menor geração de calor. Isso pode se traduzir em maior duração da bateria e um desempenho mais consistente, mitigando problemas de superaquecimento observados em chips anteriores.
Outra mudança significativa apontada pelos vazamentos é a provável substituição do modem 5G da Samsung por um MediaTek M90. Essa alteração visa oferecer conectividade mais rápida e melhor gerenciamento de energia, potencialmente resolvendo as críticas históricas sobre a vida útil da bateria e problemas de conectividade da série Pixel.
No quesito segurança, o Tensor G6 deve integrar o novo chip de segurança Titan M3, reforçando a proteção de dados e a privacidade dos usuários, um pilar fundamental da estratégia do Google para seus smartphones.
Desdobramentos e Expectativas para o Lançamento
Apesar dos vazamentos detalhados, é importante ressaltar que as especificações do Tensor G6 ainda não são oficiais. Listagens iniciais em plataformas de benchmark como o Geekbench, que mostraram pontuações surpreendentemente baixas (845 em single-core e 2.677 em multi-core), são amplamente consideradas como resultados de protótipos em estágios iniciais de desenvolvimento, com firmware não otimizado. Portanto, esses números não refletem o desempenho final do chip que chegará ao mercado.
A linha Google Pixel 11 é esperada para ser lançada em agosto de 2026. Com as melhorias na CPU e no processo de fabricação, o Tensor G6 tem o potencial de oferecer um avanço significativo em desempenho geral e eficiência para as tarefas diárias e recursos de inteligência artificial, que são um dos grandes focos da Google. A decisão de manter uma GPU mais antiga, no entanto, sugere uma estratégia de priorização que pode decepcionar os usuários que buscam o máximo em performance gráfica em seus smartphones.
Restam agora as expectativas para os anúncios oficiais do Google, que deverão esclarecer as escolhas de hardware e o posicionamento final da linha Pixel 11 no competitivo mercado de smartphones.
