Jogos de 2016 Completam 10 Anos: Relembre Clássicos e o Mais Injustiçado

Em 2026, a indústria de videogames celebra uma década desde um dos anos mais marcantes para os jogadores: 2016. Conhecido por uma enxurrada de títulos de alta qualidade, o ano entregou tanto blockbusters aclamados quanto joias que, por diversas razões, não receberam o reconhecimento merecido. Enquanto revisitamos os clássicos que definiram a geração, surge a reflexão sobre qual jogo, passados dez anos, ainda carrega o título de mais injustiçado.
Uma Safra Inesquecível de Lançamentos
O ano de 2016 foi um divisor de águas, solidificando tendências e apresentando novas franquias que perduram até hoje. Entre os grandes destaques, alguns títulos se tornaram instantaneamente icônicos:
Uncharted 4: A Thief’s End
Lançado em maio, Uncharted 4: A Thief’s End marcou o fim da saga de Nathan Drake, entregando uma aventura cinematográfica com gráficos deslumbrantes, uma narrativa emocionante e jogabilidade polida. O título da Naughty Dog foi amplamente aclamado pela crítica e público, conquistando múltiplos prêmios de Jogo do Ano e sendo considerado um dos melhores exclusivos do PlayStation 4.
Overwatch
A Blizzard Entertainment surpreendeu o mundo com Overwatch, um shooter em primeira pessoa baseado em equipes que rapidamente se tornou um fenômeno global. Com um elenco carismático de heróis, jogabilidade viciante e forte apelo competitivo, Overwatch foi eleito Jogo do Ano no The Game Awards 2016 e estabeleceu-se como um pilar dos eSports.
DOOM (2016)
A reimaginação de DOOM pela id Software trouxe de volta a essência brutal e frenética que consagrou a franquia. Com combate visceral, trilha sonora pesada e design de fases inteligente, o jogo foi elogiado por revitalizar o gênero de tiro em primeira pessoa e provar que a série ainda tinha muito a oferecer.
Inside
Dos criadores de Limbo, a Playdead lançou Inside, um jogo de plataforma e quebra-cabeça com uma atmosfera sombria e enigmática. Sua narrativa minimalista e design de som impecável renderam-lhe aclamação crítica, sendo frequentemente citado como uma obra de arte interativa.
Outros Gigantes de 2016
- Dark Souls III: O capítulo final da aclamada trilogia de RPG de ação da FromSoftware manteve a dificuldade característica e o design de mundo intrincado, sendo um sucesso entre os fãs do gênero.
- The Witcher 3: Wild Hunt – Blood and Wine: Embora uma expansão, este DLC é frequentemente considerado um jogo completo, oferecendo um novo mapa, personagens e uma história envolvente que encerrou a jornada de Geralt de Rívia com chave de ouro.
- Forza Horizon 3: A Playground Games entregou um dos melhores jogos de corrida de mundo aberto, levando os jogadores para a Austrália com uma vasta seleção de carros e festivais vibrantes.
- Stardew Valley: Este RPG de simulação de fazenda indie cativou milhões com sua jogabilidade relaxante e profunda, tornando-se um sucesso inesperado e duradouro.
Veja também:
O Título Mais Injustiçado: Titanfall 2
Se há um jogo de 2016 que consistentemente aparece nas discussões sobre títulos subestimados e injustiçados, é Titanfall 2. Desenvolvido pela Respawn Entertainment e publicado pela Electronic Arts, este shooter em primeira pessoa foi aclamado pela crítica por sua campanha single-player inovadora e seu multiplayer refinado.
Por Que Foi Injustiçado?
O principal fator para o desempenho comercial abaixo do esperado de Titanfall 2 foi sua controversa data de lançamento. A Electronic Arts optou por lançá-lo em 28 de outubro de 2016, espremido entre dois gigantes do gênero: Battlefield 1 (lançado uma semana antes) e Call of Duty: Infinite Warfare (lançado uma semana depois). Essa decisão, combinada com uma estratégia de marketing que muitos consideraram insuficiente, resultou em vendas iniciais aquém do seu potencial.
Os Méritos da Campanha e do Multiplayer
A campanha de Titanfall 2 é frequentemente citada como uma das melhores de um shooter moderno. Ela introduziu mecânicas de jogabilidade criativas, como a manipulação do tempo em certas fases, e desenvolveu uma relação cativante entre o piloto Jack Cooper e seu Titã, BT-7274. A variedade de missões, o design inteligente dos níveis e a fluidez do movimento do jogador foram pontos altos.
No multiplayer, o jogo aprimorou a fórmula do seu antecessor, oferecendo combates rápidos e vertiginosos, com a alternância entre pilotos ágeis e poderosos Titãs. A introdução de novas classes de Titãs e habilidades de piloto expandiu as opções táticas, solidificando sua reputação como um dos melhores multiplayers da década, mesmo com uma base de jogadores menor do que a de seus concorrentes diretos.
Outras Joias Subestimadas de 2016
Além de Titanfall 2, 2016 foi rico em outros jogos que, embora não tenham alcançado o estrelato dos blockbusters, conquistaram um nicho de fãs e merecem ser revisitados:
- Firewatch: Uma aventura narrativa em primeira pessoa com um estilo de arte único e uma história envolvente sobre isolamento e mistério em uma floresta.
- Hyper Light Drifter: Um RPG de ação com visuais pixel art deslumbrantes e uma narrativa ambiental ambígua, elogiado por seu combate desafiador e sua atmosfera.
- Unravel: Um encantador jogo de plataforma e quebra-cabeça estrelado por Yarny, uma criatura feita de lã, que explora o mundo real em uma jornada emocionante.
- Darkest Dungeon: Um desafiador RPG tático com elementos roguelike, conhecido por sua dificuldade implacável e foco na saúde mental dos aventureiros.
- Owlboy: Um jogo de plataforma e aventura com visuais pixel art impressionantes e uma história tocante sobre um jovem híbrido de coruja e humano.
- Oxenfree: Uma aventura gráfica de terror sobrenatural com foco em diálogos ramificados e uma atmosfera cativante.
- Quantum Break: Um jogo de ação com elementos de série televisiva live-action, da Remedy Entertainment, que explorou a manipulação do tempo de forma criativa.
O Legado de 2016 para a Indústria
Dez anos depois, o impacto de 2016 na indústria de videogames é inegável. Foi um ano que demonstrou a capacidade dos estúdios em entregar experiências narrativas profundas, inovações no multiplayer e a ascensão de títulos independentes de alta qualidade. A diversidade de gêneros e a excelência técnica de muitos jogos de 2016 estabeleceram novos padrões e continuam a influenciar o desenvolvimento de games. A celebração deste marco é também um lembrete para valorizar não apenas os grandes sucessos, mas também as obras que, apesar de sua qualidade, não tiveram a atenção que mereciam na época de seu lançamento.
