Nioh 3 Não é Perfeito, Admitem Criadores da Team Ninja

Mesmo após o lançamento e a recepção positiva, os criadores de Nioh 3, o aclamado RPG de ação da Team Ninja, demonstraram um olhar crítico sobre o projeto, admitindo publicamente que o jogo não é perfeito e que existem áreas significativas que poderiam ter sido aprimoradas. Em uma entrevista recente, o produtor geral Fumihiko Yasuda e o produtor Kohei Shibata discutiram abertamente as lições aprendidas com o desenvolvimento do título, focando em como refinar a estrutura de mundo aberto e aprofundar a narrativa para futuros projetos.
Crítica Interna: O Que Poderia Ser Melhor em Nioh 3
Fumihiko Yasuda foi direto ao afirmar que, embora a equipe se orgulhe do resultado final, há espaço considerável para melhorias. A frase central que ecoou nas discussões foi a admissão de que “Nioh 3 é um ótimo jogo, mas não é perfeito”. Esta autocrítica, comum em estúdios ambiciosos, aponta para áreas específicas que a Team Ninja já está analisando para evoluir a franquia.
Um dos principais pontos levantados pelos desenvolvedores diz respeito à narrativa e à construção de mundo. Embora o jogo tenha sido elogiado pela densidade e imersão, Yasuda sente que o estúdio falhou em aprofundar o contexto histórico e geográfico das criaturas (Yokai) enfrentadas. A intenção futura é ir além da mecânica básica de entrar em uma área, derrotar um inimigo e coletar itens, buscando justificar narrativamente cada confronto e dar aos cenários uma identidade visual mais marcante.
Desafios com a Estrutura de Mundo Aberto e Variedade de Inimigos
A transição de Nioh 3 para uma estrutura com elementos de campo aberto, inspirada em parte pelas lições de Rise of the Ronin, foi um aprendizado crucial. O jogo buscou mesclar a exploração mais livre com as tradicionais fases estruturadas em missões, mas os produtores reconhecem que este conceito precisa ser mais refinado. A ideia agora é aprimorar a forma como esses ambientes maiores são apresentados e explorados em futuros lançamentos.
Além da ambientação, o produtor Kohei Shibata destacou a variedade de inimigos como outro vetor de melhoria. Apesar dos esforços em introduzir novos Yokai baseados no folclore japonês e trazer de volta criaturas de títulos anteriores, a equipe percebeu que a repetição de adversários ao longo da campanha é uma falha que precisa ser endereçada.
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Lições Aprendidas e Evolução da Jogabilidade
Apesar das críticas, a Team Ninja reconhece os acertos fundamentais de Nioh 3, especialmente no que tange ao seu combate característico. Os desenvolvedores mencionaram que o foco principal de evolução na jogabilidade, em comparação com os dois primeiros jogos, foi a evolução dos elementos de ação, introduzindo o novo Estilo Ninja, mais focado em velocidade, em contraste com o Estilo Samurai mais enraizado.
A inclusão de novos estilos de combate e a expansão do mundo foram riscos que, segundo Shibata, foram bem recebidos pelo público nos testes. Os jogadores demonstraram satisfação em poder alternar entre os estilos e utilizar as habilidades dos Espíritos Guardiões de maneiras distintas, o que adicionou mais profundidade ao sistema de combate.
Em entrevistas anteriores, a equipe já havia se mostrado atenta ao feedback dos jogadores, implementando melhorias na jogabilidade, como a possibilidade de alternar armas além dos estilos, e ajustes nos controles, buscando manter a alta dificuldade que define a série, mas tornando a experiência mais acessível a novos jogadores.
O Futuro da Team Ninja Pós-Nioh 3
A franqueza demonstrada pelos produtores indica que a Team Ninja já está olhando para frente, utilizando a experiência de Nioh 3 como base para refinar sua abordagem em design de mundo, narrativa e variedade de conteúdo. Com a promessa de DLCs pagos ainda por vir, a evolução do jogo pode não ter chegado ao fim, mas as reflexões atuais já moldam o caminho para os próximos projetos do estúdio, visando consolidar a série como uma das referências em RPGs de ação desafiadores.
