Itaú Expande Uso de IA Generativa e Reduz Custos com Avanço da Nuvem

O Itaú Unibanco tem demonstrado um avanço significativo em sua estratégia de transformação digital, impulsionando a adoção de inteligência artificial (IA) generativa e a modernização de sua infraestrutura em nuvem. Em 2025, o banco registrou um aumento de 84% no volume de iniciativas de IA generativa, acelerando a digitalização e alcançando uma redução de 45% no custo de transações únicas em comparação com 2018. Essa expansão tecnológica visa otimizar a experiência do cliente, aprimorar a eficiência operacional e fortalecer a segurança de suas operações.
Aceleração Digital e Modernização da Infraestrutura
A jornada de digitalização do Itaú tem sido marcada por investimentos substanciais e uma abordagem estratégica. Em 2025, o banco reportou um crescimento de 35% na velocidade de implantações tecnológicas em relação ao ano anterior, evidenciando a agilidade em transformar ideias em soluções concretas para seus clientes. Desde 2018, período anterior ao grande ciclo de digitalização, o Itaú alcançou uma redução notável de 99% nos incidentes de alto impacto na experiência dos clientes, além de um aumento de mais de 2.600% no volume de atualizações tecnológicas entregues.
A migração para a nuvem é um pilar central dessa modernização. Mais de 70% do ambiente tecnológico do Itaú já foi modernizado, com a meta ambiciosa de atingir 100% de processamento em nuvem até 2028. Essa transição, iniciada em 2020 com a Amazon Web Services (AWS), tem sido crucial para a flexibilidade, escalabilidade e, consequentemente, para a redução de custos. A infraestrutura em nuvem permitiu uma queda de 25% nos custos de infraestrutura entre 2018 e 2025.
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IA Generativa: Do Atendimento à Análise de Dados
O Itaú tem integrado a IA generativa em diversas frentes, com o objetivo de oferecer serviços mais personalizados e eficientes. A plataforma proprietária Inteligência Itaú é um dos carros-chefes, atuando como um ecossistema de múltiplos agentes de IA focados na interação com o cliente. Entre as principais aplicações, destacam-se:
- Pix no WhatsApp: Uma solução que agiliza a jornada de pagamentos, permitindo transferências via mensageiro e apresentando alto engajamento, com 90% dos usuários retornando para utilizá-la.
- Inteligência de Investimentos: Oferece orientações financeiras personalizadas, utilizando algoritmos avançados, inclusive quânticos, para apoiar as decisões de investimento dos clientes.
- Itaú Emps: Um banco inteligente e seguro, desenhado para empreendedores, que oferece assessoria personalizada por meio de IA generativa contextualizada. A solução auxilia na gestão de fluxo de caixa, análise de performance de vendas e recomenda produtos e serviços relevantes, com 50% da base de usuários acessando diariamente.
Internamente, a IA generativa também tem revolucionado processos. Na área jurídica, por exemplo, a tecnologia é utilizada para a leitura, interpretação e classificação de aproximadamente 70 mil documentos não estruturados por mês, com uma assertividade superior a 99%. Essa aplicação não só aumenta a produtividade, mas também contribui para a redução de custos médios em litígios cíveis e trabalhistas. No total, o Itaú já possui mais de 1.300 modelos de inteligência artificial em uso, abrangendo desde análises de risco de crédito até o atendimento ao cliente.
Investimento e Segurança
Em 2025, o Itaú Unibanco investiu R$ 11,7 bilhões em tecnologia, um aumento de 18% em relação ao ano anterior, reforçando seu compromisso com a inovação. A segurança é uma prioridade nesse cenário de avanço tecnológico. O banco tem implementado IA em camadas de proteção digital e na resiliência das operações, com foco na prevenção de fraudes e na proteção de dados. A abordagem é cautelosa, especialmente com tecnologias que utilizam grandes modelos de linguagem (LLMs), com o banco evitando aplicações de IA generativa de terceiros para evitar vazamento de códigos e sistemas.
Desdobramentos e Futuro
A agenda de modernização do Itaú não para. O Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú (ICTi), criado em abril de 2025, é um braço científico focado em pesquisa e desenvolvimento em áreas como IA, computação quântica, robótica, neurociência e realidade estendida. Com 21 patentes já depositadas, o ICTi tem a meta de alcançar entre 40 e 50 patentes até o final de 2026, buscando parcerias com universidades globais para transformar pesquisa em novos produtos.
A cultura de inovação, fomentada desde a criação do Cubo em 2015, continua a ser um diferencial. O Itaú se posiciona como uma empresa de tecnologia com alma de banco, buscando equilibrar escala e responsabilidade para entregar experiências cada vez mais relevantes e personalizadas, sempre orientadas por dados, segurança e uma governança robusta.
