PF deflagra Operação Manto Protetor contra conteúdo sexual com IA em RO

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na última sexta-feira (21/8), a Operação “Manto Protetor” em Rondônia, visando apurar a produção e divulgação de material de conteúdo sexual envolvendo uma adolescente, criado por meio de Inteligência Artificial (IA). Um professor, que seria da instituição de ensino da vítima, é o principal alvo da investigação.
Detalhes da Operação “Manto Protetor”
A ação da PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão nas cidades de Guajará-Mirim e Porto Velho, ambos em Rondônia. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal de Guajará-Mirim. O objetivo das medidas foi localizar o investigado e apreender dispositivos eletrônicos que possam ser de interesse para a continuidade das investigações.
Durante as diligências, um aparelho celular que teria sido utilizado na divulgação do material ilícito foi apreendido. Este dispositivo será submetido a perícia técnica para subsidiar o prosseguimento das apurações. A operação contou com o apoio da Polícia Civil de Rondônia, por meio da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Guajará-Mirim.
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O Envolvimento do Professor e a Manipulação por IA
As investigações apontam que o material de conteúdo sexual foi produzido a partir da manipulação de imagens reais da adolescente, que era menor de idade à época dos fatos, utilizando ferramentas de Inteligência Artificial. O conteúdo teria sido posteriormente compartilhado por meio de aplicativos de mensagens, alcançando pessoas do círculo de convivência da vítima.
O investigado é um professor e suspeita-se que ele fosse docente da vítima em uma instituição de ensino no município de Guajará-Mirim. A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que o professor foi afastado de suas funções no Colégio Tiradentes de Guajará-Mirim para a apuração integral dos fatos.
Crimes e Desdobramentos da Investigação
Os crimes apurados estão previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), que trata da exploração sexual infantil e da produção e divulgação de material pornográfico envolvendo menores. A Polícia Federal reforçou que as investigações prosseguem para esclarecer todos os fatos e verificar a eventual participação do investigado nos delitos.
Até o momento, não houve divulgação de prisões relacionadas diretamente a esta operação. O investigado é considerado suspeito, e sua responsabilidade criminal será definida após o término das investigações e as decisões da Justiça. O caso serve de alerta para os riscos e as graves consequências criminais do uso indevido da Inteligência Artificial para manipular imagens e criar conteúdos sexuais envolvendo crianças e adolescentes.
