Vivo Revela: IA é o Coração da Próxima Geração de Redes e Impulsiona Futuro Conectado!

A Vivo, gigante das telecomunicações no Brasil, anunciou uma mudança de paradigma estratégica, posicionando a Inteligência Artificial (IA) como o principal vetor para o desenvolvimento e a operação das redes de próxima geração. A afirmação foi feita por Rogério Takayanagi, vice-presidente de Engenharia e Serviços ao Cliente da Vivo, durante um evento do setor em São Paulo, no dia 11 de junho de 2026. Segundo o executivo, a infraestrutura por si só já não é mais um diferencial competitivo, cedendo lugar à capacidade de incorporar inteligência, automação e personalização às redes para impulsionar a inovação e a experiência do cliente.
Essa transição tecnológica é comparada a momentos históricos do setor, como a privatização e a expansão da banda larga, sinalizando uma redefinição fundamental na forma como as operadoras projetam, operam e monetizam seus serviços. O objetivo é transformar as redes de meros “tubos” de conexão em plataformas inteligentes, capazes de se adaptar e responder dinamicamente às crescentes demandas por conectividade e serviços digitais.
A Reinvenção da Rede: Da Infraestrutura à Inteligência Artificial
Por décadas, o investimento massivo em infraestrutura foi o motor principal de geração de valor no setor de telecomunicações. No entanto, Rogério Takayanagi enfatiza que esse cenário mudou drasticamente. “Ter a infraestrutura não é mais o suficiente”, declarou o vice-presidente. A expectativa de um funcionamento “excepcionalmente bem” deixou de ser um diferencial para se tornar um requisito mínimo obrigatório. A nova fronteira da competição reside na capacidade das operadoras de oferecerem personalização, adaptação e automação em suas redes.
A integração da inteligência artificial nas redes da Vivo visa permitir um novo tipo de diferenciação, desde a customização da experiência do cliente até a capacidade de resposta e adaptação da própria infraestrutura. Esse movimento é crucial para atender às demandas de um futuro onde a conectividade vai muito além dos dispositivos humanos, abrangendo um universo de “conexões não humanas” que crescerão exponencialmente até o final da década.
Automação e Otimização com IA: Projetos Chave da Vivo
A Vivo já está implementando a inteligência artificial em diversas frentes para otimizar suas operações e aprimorar a qualidade do serviço. Um dos projetos mais notáveis é a utilização de agentes de IA nos modems de fibra óptica para monitoramento contínuo e detecção proativa de falhas na rede. Essa iniciativa permite que a operadora identifique e solucione problemas técnicos antes mesmo que os clientes os percebam, transformando um modelo de atendimento reativo em proativo. A parceria com a Databricks tem sido fundamental nesse avanço, resultando em uma redução de 70% na quantidade de instabilidades de rede (flaps) sem a necessidade de expansão da infraestrutura.
Outro projeto de destaque é o “Fractal”, parte da visão do Grupo Telefónica, que utiliza IA para automatizar e otimizar a criação de capacidade de rede, especialmente no contexto da implantação do 5G. O Fractal emprega algoritmos para determinar os caminhos ideais para a expansão da rede, minimizando custos e garantindo uma implantação mais eficiente e resiliente. Isso empodera os engenheiros da Vivo a planejar a expansão da rede de forma altamente otimizada e autônoma.
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A IA no Relacionamento com o Cliente e Serviços B2B
A inteligência artificial não está apenas transformando a infraestrutura de rede, mas também revolucionando a interação da Vivo com seus clientes e a oferta de serviços para o segmento corporativo.
Experiência do Cliente Aprimorada pela Inteligência Artificial
No atendimento ao cliente, a Vivo está introduzindo agentes de inteligência artificial em seus call centers. A previsão é que esses agentes comecem a operar em junho de 2026, com o objetivo ambicioso de reter 60% das ligações. Eles serão responsáveis por atendimento, cobrança de planos e suporte técnico, liberando os atendentes humanos para tarefas mais complexas.
A empresa já utiliza a sua inteligência artificial proprietária, a “Aura”, em diversos canais de atendimento, como WhatsApp, aplicativos Meu Vivo, Facebook Messenger, Google Assistant e no próprio call center cognitivo. Essa estratégia visa digitalizar a relação com o cliente, oferecendo conveniência, autonomia, agilidade e praticidade. A automação impulsionada pela IA já resultou em uma redução de 65% no tempo médio de resposta em canais sociais, com um aumento de 137% no feedback positivo espontâneo dos clientes.
Vivo como Integrador de Tecnologia para Empresas
No segmento B2B, a Vivo está se consolidando como um integrador de tecnologia, indo além da mera oferta de conectividade. A empresa percebe que a IA está intrinsecamente ligada à nuvem, e muitos de seus clientes corporativos já estão adquirindo serviços de nuvem. A Vivo planeja alavancar seus relacionamentos e parcerias com os principais provedores de hiperescala para explorar as vastas oportunidades em IA para empresas.
Essa estratégia de reposicionamento tem gerado resultados significativos, com mais de 30% da receita B2B da Vivo proveniente de serviços digitais, incluindo cloud, segurança, Internet das Coisas (IoT) e, agora, inteligência artificial. A operadora tem atuado no coração de operações críticas em setores como varejo, bancos, indústria, utilities e agronegócio, fornecendo soluções integradas que combinam conectividade, dados, cloud, segurança e IA.
Para pequenas e médias empresas (PMEs), a Vivo lançou ofertas que integram conectividade 5G, ferramentas de colaboração e serviços de inteligência artificial, muitas vezes em parceria com gigantes como Google e Microsoft. Essa abordagem visa apoiar e acelerar a digitalização desses empreendedores, fornecendo acesso a plataformas de IA e ferramentas de produtividade.
Visão de Futuro: Redes Autônomas e Conexões Não Humanas
A Vivo está ativamente envolvida no planejamento de cenários para o final da década, com foco no ano de 2030. A expectativa é de um crescimento exponencial das chamadas “conexões não humanas”, que incluem aplicações como carros conectados, drones, robôs e equipamentos autônomos. Embora as receitas dessas aplicações ainda estejam concentradas em nichos, seu impacto na arquitetura das redes será direto e profundo.
A visão do Grupo Telefónica, da qual a Vivo faz parte, é de redes evoluindo em direção à autonomia total. A inteligência artificial é a chave para alcançar essa autonomia, permitindo que as redes se configurem, otimizem e se reparem com mínima intervenção humana. Essa transformação não só garantirá maior eficiência e resiliência, mas também abrirá caminho para a criação de novos serviços e modelos de negócios, solidificando a Vivo como uma força motriz na era da conectividade inteligente.
