GM demite 600 funcionários globalmente para impulsionar IA e cortar R$ 10 bilhões

A General Motors (GM) confirmou o desligamento de aproximadamente 600 funcionários de sua divisão de Tecnologia da Informação (TI) em todo o mundo. As demissões, que tiveram início por volta de 11 de maio de 2026, fazem parte de uma reestruturação estratégica da montadora para focar em inteligência artificial (IA) e otimizar custos, com a meta de economizar R$ 10 bilhões globalmente.
A medida visa realinhar a força de trabalho da GM com as novas prioridades tecnológicas, substituindo funções tradicionais de TI por especialistas em desenvolvimento de IA-nativa, engenharia de dados, engenharia baseada em nuvem e engenharia de prompts.
Reestruturação e Foco em Inteligência Artificial
As demissões representam cerca de 10% da equipe global de TI da GM e estão concentradas em locais como Austin, Texas, e Warren, Michigan, nos Estados Unidos. A empresa enfatiza que a ação não é apenas um corte de custos, mas uma “troca de habilidades” (skills swap), buscando profissionais que possam construir sistemas de IA do zero, em vez de apenas utilizar ferramentas de IA como produtividade.
A GM está ativamente recrutando para novas posições que exigem expertise em IA, engenharia de dados e infraestrutura de nuvem, demonstrando um compromisso em integrar tecnologias de IA e veículos autônomos em seu modelo de negócios futuro. Essa mudança reflete uma tendência crescente na indústria automotiva e de tecnologia, onde empresas estão reestruturando suas forças de trabalho em torno da adoção da IA.
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Contexto da Redução de Custos e Desafios
A meta de economia de R$ 10 bilhões globalmente está inserida em um plano mais amplo de redução de custos operacionais e otimização de margens de lucro da General Motors. A montadora tem enfrentado desafios como a desaceleração do mercado de veículos elétricos e o aumento das despesas operacionais, o que tem levado a uma busca por maior disciplina financeira.
A companhia já havia realizado cortes em outras áreas e revisado planos relacionados à produção de veículos elétricos. Em 2025, a GM registrou perdas de US$ 8,7 bilhões (cerca de R$ 42 bilhões) relacionadas aos veículos elétricos, o que intensificou a pressão por resultados e eficiência.
Estratégia de Veículos Definidos por Software
A reestruturação da GM é um passo fundamental em sua estratégia de desenvolver veículos definidos por software. A CEO Mary Barra revelou que cerca de 90% dos códigos de software da GM são gerados por IA, o que acelera o desenvolvimento interno de sistemas. Um dos objetivos centrais dessa reorganização é lançar um sistema de direção completamente automatizado, o Super Cruise, até 2028.
A montadora está integrando a IA conversacional Gemini do Google em seus veículos e contratou a Nvidia para substituir a plataforma atual com o sistema Drive Thor, que será lançado em 2028 para alimentar uma nova arquitetura eletrônica projetada para veículos software-first. Essa transição tecnológica visa garantir a competitividade da GM em um cenário automotivo cada vez mais impulsionado por software e inteligência artificial.
