Tidal Corta Royalties de Músicas 100% Geradas por IA a Partir de 15 de Julho

A plataforma de streaming musical Tidal anunciou uma nova política que entrará em vigor em 15 de julho de 2026, deixando de pagar royalties por músicas identificadas como inteiramente geradas por inteligência artificial (IA). A medida visa proteger a remuneração de artistas humanos e combater fraudes no ambiente digital.
A decisão da Tidal estabelece um novo padrão na indústria de streaming, que tem lidado com o crescente volume de conteúdo criado por IA. A empresa enfatiza que sua prioridade é garantir que os royalties sejam destinados a obras “produzidas, escritas e interpretadas por pessoas”.
Nova Política da Tidal para Conteúdo de IA
A partir da data estabelecida, qualquer faixa que a Tidal identificar como 100% gerada por IA não será elegível para recebimento de royalties ou vendas diretas aos fãs. Para garantir a transparência, essas músicas serão marcadas com um selo “AI” visível no aplicativo, informando os ouvintes sobre a natureza do conteúdo.
A plataforma esclareceu que a nova política não proíbe o uso de ferramentas de inteligência artificial na criação musical, desde que a música não seja *inteiramente* gerada pela tecnologia. Artistas que utilizam a IA como um auxílio em seu processo criativo humano ainda poderão ter suas obras na plataforma e receber royalties.
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Combate à Fraude e Integridade do Conteúdo
Além da questão dos royalties, a Tidal também implementará medidas mais rigorosas para combater atividades fraudulentas. Músicas geradas por IA que explorem o nome ou a imagem de artistas existentes, busquem enganar os ouvintes ou apresentem padrões de upload e streaming suspeitos serão bloqueadas ou removidas da plataforma.
A empresa espera que os distribuidores de conteúdo também assumam a responsabilidade de identificar e sinalizar músicas geradas por IA antes que elas cheguem à plataforma, e começará a fazer cumprir essa exigência.
Contexto e Desdobramentos na Indústria
A iniciativa da Tidal reflete uma preocupação crescente na indústria musical com o impacto da inteligência artificial. O volume de músicas geradas por IA tem aumentado significativamente, levantando debates sobre a originalidade, a remuneração justa para artistas humanos e a proliferação de conteúdo de baixa qualidade ou fraudulento.
A Tidal se posiciona como uma das plataformas mais proativas nesse cenário, adotando uma postura mais incisiva em comparação com alguns concorrentes. Enquanto outras plataformas como Deezer também têm implementado filtros e políticas para lidar com músicas de IA, a decisão da Tidal de cortar completamente os royalties para conteúdo 100% gerado por IA é um passo significativo.
A empresa indicou que, à medida que as tecnologias de detecção de IA se tornarem mais avançadas e confiáveis, a política poderá ser expandida para incluir músicas que são “substancialmente geradas por IA”, não apenas aquelas que são inteiramente criadas pela tecnologia.
A comunidade de artistas e o público em geral têm demonstrado apoio a medidas que protejam a autenticidade e a criatividade humana na música. Muitos assinantes da Tidal expressaram o desejo de não serem expostos a músicas inteiramente geradas por IA.
