IA da Anthropic Recupera R$ 2 Milhões em Bitcoin Perdidos Há 11 Anos

Um investidor conseguiu recuperar 5 Bitcoins (BTC), avaliados em cerca de R$ 2 milhões, que estavam inacessíveis há mais de 11 anos. A façanha foi realizada com o auxílio do Claude, modelo de inteligência artificial da Anthropic, conforme revelado pelo próprio usuário nas redes sociais nesta quarta-feira (13 de maio de 2026).
Identificado como @cprkrn no X (antigo Twitter), o investidor havia perdido o acesso à sua carteira de criptomoedas após, segundo ele, ter alterado a senha sob o efeito de entorpecentes durante a época da faculdade e esquecido a nova combinação.
A Longa Busca pela Recuperação
A história da perda remonta a aproximadamente 2013-2015, quando o Bitcoin ainda era negociado por uma fração de seu valor atual. O investidor havia comprado os 5 BTC por cerca de US$ 250 cada. Desde então, ele tentou diversas abordagens para reaver seus fundos, que com a valorização do Bitcoin, atingiram um patamar significativo.
Entre as tentativas, @cprkrn utilizou ferramentas de força bruta como btcrecover e Hashcat, softwares especializados em testar bilhões de combinações de senhas contra dados criptografados. Ele estima ter tentado até 7 trilhões de senhas ao longo dos anos, sem sucesso. Além disso, vasculhou computadores antigos, e-mails e anotações físicas em busca de pistas.
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O Papel Decisivo da Inteligência Artificial
Em um esforço final e desesperado, o investidor decidiu “despejar” todo o conteúdo digital de seu antigo computador da faculdade no Claude, a IA da Anthropic. A estratégia não era para que a IA “adivinhasse” ou “quebrasse” a criptografia do Bitcoin, que permanece robusta. Em vez disso, a IA foi utilizada para realizar uma análise forense de uma vasta quantidade de dados desorganizados.
O Claude conseguiu identificar um arquivo de carteira antigo (um backup) que as ferramentas anteriores não haviam localizado. Mais importante, a IA correlacionou este arquivo com uma frase mnemônica ou senha antiga que o investidor havia encontrado semanas antes, anotada em um caderno. O problema original era que, ao migrar para um novo computador, ele havia criado uma nova senha e esquecido-a, enquanto o backup mais antigo ainda funcionava com a senha original anotada.
A inteligência artificial, portanto, agiu como um “arqueólogo digital”, organizando e analisando os arquivos legados, depurando as ferramentas de recuperação de código aberto e, finalmente, conectando as peças que faltavam para o acesso ser restaurado.
Valor Recuperado e Repercussão
Os 5 Bitcoins recuperados estavam avaliados entre US$ 395.000 e US$ 500.000 no momento da recuperação, o que se traduz em aproximadamente R$ 2 milhões, considerando a cotação do Bitcoin por volta de US$ 79.600 em meados de maio de 2026. A transação de retirada dos BTCs da carteira inativa desde 2015 foi confirmada em exploradores de bloco, validando o relato do investidor.
A história rapidamente viralizou nas redes sociais, gerando milhões de visualizações e discussões sobre o potencial da IA na recuperação de ativos digitais. Embora o caso demonstre a capacidade da IA em tarefas de análise complexa e organização de dados, especialistas reforçam que a inteligência artificial não “quebrou” a segurança criptográfica do Bitcoin, mas sim auxiliou na superação da desorganização humana.
Implicações para o Futuro
Este incidente destaca a crescente interseção entre inteligência artificial e a infraestrutura de criptoativos. Ele serve como um lembrete da importância de boas práticas de segurança, como o armazenamento seguro de senhas e frases mnemônicas, mas também abre um precedente para o uso de IAs generativas como ferramentas de assistência em processos de recuperação de ativos digitais complexos. Milhões de Bitcoins são estimados como permanentemente perdidos devido a senhas e chaves privadas esquecidas, e o caso de @cprkrn oferece uma nova perspectiva sobre como a tecnologia pode ajudar a mitigar essas perdas.
